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Menos alimentos: Leitores do Reconta relatam dificuldades no supermercado pelo WhatsApp

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Desde que Bolsonaro assumiu a presidência, o brasileiro vem sofrendo com o (des)governo. Dentre os vários fatores que influenciam para piorar a vida das pessoas, a inflação dos alimentos é uma das mais desafiadoras.

A alta dos alimentos vem contribuindo para que mais de 33 milhões de brasileiros passem fome. Além disso, cerca de 61 milhões de pessoas sofrem de insegurança alimentar no País, de acordo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Para tentar driblar a realidade cruel, as pessoas estão precisando mudar o comportamento de compra de supermercado. Os leitores do Reconta Aí contaram por WhatsApp as suas experiências atuais e como estão fazendo para conseguir colocar comida na mesa.

A maioria esmagadora dos eleitores relatou que precisou reduzir a quantidade de produtos que comprava mensalmente para conseguir continuar realizando as compras no supermercado. E mesmo assim, ainda é difícil.

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É o caso da Lucia, moradora de São Leopoldo (RS), que está desempregada. Em sua casa, a única renda é do marido que ganha R$ 1,6 mil por mês. "Não dá pra comer o mês todo com esse valor. Às vezes vendemos alguma coisa de dentro de casa", conta.

A Dandara, moradora de Petrópolis (RJ), também relatou como a situação está difícil. Ela é uma das brasileiras que precisou cortar muita coisa da lista de compras e comprar produtos de marcas mais baratas para conseguir levar os produtos necessários para casa.

"Você corta da lista, remaneja o produto e mesmo assim o valor está absurdo. Não sei o que vou comprar no próximo mês. Fico tentanto achar algo que ainda preste em questão de qualidade", desabafa Dandara.

Brasileiros estão fazendo várias compras de supermercado por mês

A tarefa de driblar os preços altos e cortar ítens da lista de supermercado não é nada fácil. A maioria dos leitores do Reconta Aí acaba indo ao supermercado próximo de casa, várias vezes ao mês, para fazer compras. Isso porque eles estão comprando o estritamente necessário, como contou Adelaide, moradora de Aracajú (SE).

Mas ainda tem os brasileiros que conseguem ir à um atacadão para fazer compra maior do mês e economizar um pouco com o supermercado. É o caso da Regina, que mora no Rio de Janeiro, e nos contou a sua experiência no áudio abaixo.

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Compras parceladas no cartão

Sim, muitos brasileiros estão parcelando a compra de supermercado no cartão de crédito. Só assim conseguem manter o supermercado em dia. Dentre os leitores do Reconta Aí, quase a metade parcela as compras de mercado.

Dentre os que conversaram com a nossa equipe, grande parte disse que antigamente não parcelava compra de supermercado no cartão de crédito. Segundo eles, era possível pagar à vista.

Ainda tem a parcela dos leitores que conseguem realizar o pagamento à vista. Alguns se sacrificam para não entrarem nos juros do cartão de crédito e acabar se enrolando com outra dívida.

A realidade é que a vida da grande maioria dos brasileiros está cada dia mais difícil. O governo Bolsonaro nunca quis saber das necessidades do povo. Pelo contrário, ele joga contra o povo e a favor dos grandes empresários.

Só agora, pouco mais de 60 dias antes das eleições, ele quer aprovar medidas que vão ajudar os mais pobres. Só que ele esquece que os pobres estão sofrendo há três anos com o seu governo. Ninguém é bobo de acreditar em promessas falsas e eleitoreiras.