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Medidas do governo para reduzir efeitos da crise colocam em risco o FGTS

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Os sucessivos saques de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em virtude da crise econômica provocada pela pandemia da Covid-19 e também por conta de outras medidas adotadas pelo governo têm contribuido para a retração do seu lucro.

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Dados prelimares divulgados pelo jornal Valor Econômico mostram que o FGTS fechou 2020 com um lucro de R$ 8,231 bilhões, o que representa uma redução de 27,16% ante 2019. A reportagem destaca que o resultado apurado no ano passado “é o mais baixo desde 2011, quando o lucro do fundo foi de R$ 5,147 bilhões”. O balancete provisório está disponível para consulta na página do FGTS.

Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, fala sobre os riscos de utilizar o FGTS em ações ‘paliativas’ (momentâneas) para estimular o consumo e impulsionar a economia. Os sucessivos saques, por exemplo, fazem com que o FGTS perca sua capacidade de investimentos em áreas como habitação popular e programas de infraestrutura e de desenvolvimento urbano. Essas áreas têm forte impacto na economia, pois são grandes geradoras de empregos.

“Os sucessivos saques do FGTS vão desvirtuando a sua função de investidor. Por outro lado, esses saques são para amenizar a situação dos trabalhadores, para uma necessidade mais imediata. Mas no médio prazo, esses trabalhadores saem perdendo porque o fundo poderia fazer investimentos e gerar empregos e renda. Portanto, ele não está”, explica. 

Além disso, elenca outros fatores que colocam a  sustentabilidade do fundo sob risco no médio prazo, como a diminuição de pessoas com emprego formal, a reforma trabalhista e a crise econômica. Em outras palavras, alerta que grande parte da população não tem direito ao recurso, não tem emprego e os investimentos que podem ser gerados pelo FGTS. 

“O governo não tem um projeto de desenvolvimento para o País que gere emprego, riqueza e renda. Então, a ausência desse projeto faz com que ele se utilize de medidas paliativas que não resolvem a situação; pelo contrário. No médio prazo vão trazer consequências bastante duras para o País”.