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Lula: Vai ser terminantemente proibido qualquer 'miliciano' garimpar em terras indígenas

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (16) durante evento em Natal (RN) que num eventual governo petista será "terminantemente proibido qualquer miliciano garimpar nas terras indígenas do país". Antes, Lula havia pedido um minuto de silêncio em homenagem ao indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips - os dois estavam desaparecidos desde 5 de junho, na região do Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas, e tiveram mortes confirmadas ontem (15) pela Polícia Federal.

"Eu queria pedir para vocês um minuto de silêncio em homenagem ao jornalista inglês e ao indigenista brasileiro que foram barbaramente torturados por bandidos, fascistas e milicianos que estão tentando ocupar a Amazônia para garimpar nas terras indígenas brasileiras, para tentar desmatar a nossa Amazônia, e para tentar pescar com dinamite o peixe que os nossos indígenas são obrigados a pescar para sobreviver na base do anzol e na base da flecha", disse o pré-candidato à presidência da República.

"Temos que prestar um minuto de silencio para protestar contra a barbárie que está acontecendo nesse país, na Amazônia, na periferia de Natal, do Rio de Janeiro, de Pernambuco porque não se tem mais respeito pelo ser humano", ressaltou. "Esse país não pode continuar distribuindo armas, queremos educação, queremos construir escolas para evitar que as pessoas não sejam bandidas", disse.

Um dossiê com denúncias sobre ações anti-indígenas do governo Bolsonaro na gestão da Fundação Nacional do Índio (Funai) - elaborado pelo Indigenistas Associados (InA) em parceria com Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) - foi entregue ao ex-presidente.

"Estamos denunciando o desmonte que os povos indígenas e os povos que cuidam dos indígenas vêm sofrendo, sobretudo nos últimos três anos do governo Bolsonaro. Fizemos questão de articular esse ato para que o senhor entrasse no governo ciente de que a gente precisa de uma retomada na Funai e a retomada dos povos", disse a indigenista Juliana ao entregar o documento ao petista.

Junto com o pré-candidato a vice-presidente, Geraldo  Alckmin, Lula esteve no Rio Grande do Norte onde cumpriu agenda com governadores do Nordeste. Lula e Alckmin também visitaram durante o dia os stands da I Feira Nordestina da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Consórcio Nordeste.

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