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Lula: Lutar por uma nova independência é lutar por empresas públicas

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Foto: Ricardo Stuckert

Acompanhado de lideranças políticas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado (2), em Salvador (BA), do Grande Ato pela Independência. O evento marcou as celebrações do 2 de Julho, data em que se comemora a Independência do Brasil na Bahia. Neste ano, a data marca os 200 anos.

No início da manhã, Lula participou de caminhada pelo bairro da Lapinha. A parte da tarde foi marcada pelo ato político - com Geraldo Alckmin e lideranças políticas do PT no estado - no estacionamento da Arena Fonte Nova.

Em um discurso lido e embasado no contexto político e econômico, Lula afirmou seu compromisso de trazer de volta o pais para crescimento econômico com oportunides de geração de emprego, renda e igualdade.

O ex-presidente lembrou que a história do povo brasileiro é marcada por lutas e criticou o atual governo pelas perdas dos últimos anos. "Todo dia o povo brasileiro tem que lutar.. É uma luta sem tréguas para sobreviver a essa política de destruição em massa imposta pelo atual governo, que não pode ter outro nome senão desgoverno", disse o petista. "Uma guerra que usa como armas a fome, o desemprego, a inflação e o endividamento das famílias brasileiras. Coisas que condeman o Brasil ao atraso e colocam em cheque a soberania", disse.

"Precisamos voltar a construir casas vermelhas para aprenderem como se constroem casas nesse pais"

Lula

Também neste sábado, Lula voltou a criticar o desmonte das empresas públicas e tomou como base o descontrole nos preços dos combustíveis.

"Lutar por uma nova independência no Brasil é defender a Petrobras, os Correios, o BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNB e Basa. São esses bancos públicos que podem ajudar o Brasil a ser um grande indutor do desenvolvimento", disse.

"Não adianta prometer vender as coisas. Eles disseram que vendendo a BR, a gosolina iria baratear porque iria ter muita concorrência. Venderam a BR e a gasolina hoje é a mais cara do mundo porque tem 392 empresas importando gasolina dos Estados Unidos a preço de dólar, quando aqui na Bahia eles privatizaram a nossa refinaria e venderam os postos da BR que a Petrobras tinha", complementou.

Medida Eleitoreira

O discurso de Lula também deu margem para criticar a forma que Bolsonaro encontrou para garantir as eleições deste ano, ao turbinar benefícios sociais ao custo de R$ 41 bilhões. Entre as medidas estão o aumento do Auxílio Brasil, de R$ 400 para R$ 600; um auxílio temporário para caminhoneiros e ampliação, também provisoriamente, do Vale-Gás. Transportadores autônomos, pelo texto, receberão mensalmente R$ 1.000 entre agosto e dezembro.

"Agora o presidente tenta aprovar R$ 41 bilhões para ver se ele consegue ganhar as eleições. E eu queria dizer para ele o que o povo baiano está dizendo: 'Bolsonaro aprova suas leis porque a gente vai pegar todo esse dinheiro que você mandar, mas a gente não vai votar em você, a gente vai votar em outras pesssoa', porque o dinheiro que ele está dando agora é só ate dezembro", rechaçou. "É como se fosse um sorvete.. chupou, acabou. Fica com o palito na mão. Então, temos que dar uma lição para ele", complementou.

Pedro Guimarães

Em um outro momento de sua fala, mas sem citar o nome de Pedro Guimaráes, o petista condenou o assédio praticado pelo ex-presidente da Caixa contra funcionárias do banco público. "É preciso que essa gente seja julgada, senão não vamos construir mais nada", disse Lula, ao se solidarizar com as mulheres que denunciaram Guimarães.

“É mais do que urgente construirmos a igualdade de direitos entre mulheres e homens. Salários iguais para trabalhos iguais, em todas as profissões. E por mais mulheres participando ativamente da política, da pesquisa científica e da gestão pública”.