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Lula é visto por eleitores como maior contraponto a Bolsonaro

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Foto: Ricardo Stuckert

Um estudo realizado pelo cientista político, sociólogo e professor universitário Alberto Carlos Almeida mostra que a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceu proporcionalmente à queda da soma dos seus concorrentes - adversários de Bolsonaro, a partir de março deste ano.

Para chegar a essa conclusão, o professor analisou as pesquisas públicas produzidas e divulgadas por diferentes institutos, como Atlas; CNN/Big Data; XP/Ipespe; Exame/Ideia; PoderData; Paraná; Datafolha; CNT/MDA; G/Quaest; Futura/Modalmais; Vox Populi; Ponteio e Orbis/JovemPan, de março a novembro de 2021.

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Achados

O estudo de Almeida analisou a intenção de votos e indicou que houve uma grande variação no decorrer de 2021. O ex-presidente Lula, por exemplo, cresceu cerca de 17 pontos percentuais no período avaliado, saindo de 23% de inteção de votos em março para 40% em julho, patamar que manteve até novembro. O professor inferiu que esse aumento começou a partir de março, quando o Ministro Edson Fachin anulou todas as condenações de Lula.

Por outro lado, Almeida obervou que a soma da inteção de votos em outros candidatos caiu de 39% em março para 19% em três meses. "A maior parte desta redução é explicada por eleitores que decidiram votar em Lula na medida em que receberam as notícias de que ele poderia ser candidato", explica o professor. Em outras palavras, Almeida indica que o ex-presidente entre 2003 e 2011 é visto por estes eleitores como o maior contraponto a Bolsonaro.

Já o atual presidente, Jair Bolsonaro, manteve-se estável. "Em março ele tinha 31% de votos e em outubro 29%, em novembro ele perde três pontos percentuais", afirmou o professor.

Terceira via

Segundo a percepção de Almeida, até novembro Lula tirou votos da chamada terceira via. "A dúvida é o que irão fazer os candidatos da terceira via para trazerem de volta estes quase 20 pontos percentuais de votos", questiona o professor.

Piora da avaliação do atual governo

A média das pesquisas públicas de avaliação do governo Bolsonaro indicou uma piora para o presidente. De maio a novembro, Almeida afirma que os que consideravam o governo ruim/péssimo, saíram de 48% para 55%. Por outro lado, a avaliação positiva foi mais estável. "Demorou cinco meses para perder quatro pontos percentuaisde maio a outubro, e apenas um mês para variar três pontos para baixo", explicou o professor.

Almeida ressalta ainda que a avaliação sobre o governo costuma variar pouco no curto prazo. Porém, a explosão de um fato político relevante pode mudar o cenário. "O monitoramento da avaliação de governo é importante porque ela tem impacto na decisão do voto, é um relevante motivador da escolha do presidente", conclui o professor.