Pular para o conteúdo principal

Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro: Quanto custava o diesel em cada governo?

Imagem
Arquivo de Imagem
Lula Dilma Temer Bolsonaro

Em janeiro de 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o governo do Brasil, o diesel custava, em média, R$ 1,527 ao consumidor. Hoje, 20 de junho de 2022 e sob o governo Bolsonaro, o mesmo combustível custa R$ 6,886 na bomba. Um aumento de mais de 350% em menos de 19 anos.

Os valores checados no Sistema de Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), órgão oficial de Estado, mostram quanto o preço do diesel aumentou e também como ele subiu.

Lula

Nos dois mandatos de Lula, que totalizaram 8 anos, o diesel teve um aumento de 30%, apesar da expansão do País. No mercado internacional, em janeiro de 2003, o barril de petróleo custava US$ 30,75 segundo o Index Mundi.

Na época, analistas apontavam que a principal causa do aumento do combustível fóssil foi a guerra do Iraque - um dos maiores produtores de petróleo do mundo - e que durou de março de 2003 a dezembro de 2011. Na época houve uma grande quebra de produção de petróleo: em 2004, por exemplo, a produção saiu de 2 milhões de barris por dia para 1 milhão. Ao mesmo tempo, houve um forte aumento mundial da procura pelo combustível.

Em 2006, o barril do petróleo chegou a US$ 72,45 após o furacão Katrina nos EUA. Ao final do mandato de Lula, em dezembro de 2010, o preço do barril de petróleo era US$ 90,01. O aumento do precursor do diesel- o petróleo - no mercado internacional foi de 192%.

Dilma

Já sob o governo Dilma, que também deveria ter oito anos, mas teve apenas seis, o diesel teve um aumento de 50% no Brasil. De acordo com um estudo elaborado pelo Dieese, a operação da Polícia Federal que interveio pesadamente sobre a Petrobras custou ao País "4,4 milhões de empregos e 3,6% do PIB".

No cenário externo, o preço do barril de petróleo saiu de US$ 92,69 em janeiro de 2011 para US$ 45,94 em maio de 2016, quando Dilma foi afastada do cargo no início do processo que culminou com o golpe contra o seu mandato. Houve uma variação negativa de 50% no mercado internacional.

De acordo com Paulo Cesar Lima, ex-consultor legislativo do Senado sobre Petróleo, o governo Dilma foi marcado por um declínio dos investimentos na Petrobras.

Temer

Nos dois anos de Temer, com a Lava-Jato encerrada e a mudança da forma de cobrança do combustível, o valor aumentou 16%. Foi sob Temer que o então presidente da Petrobras, Pedro Parente, propôs a mudança da cobrança do preço do combustível pela Petrobras para o Peço de Paridade de Importação (PPI). Ou seja, indexada ao preço do petróleo praticado internacionalmente.

Durante o período de dois anos - de junho de 2016 até dezembro de 2018 - o preço do barril de petróleo saiu de US$ 47,69 para US$ 53,96, uma variação de 13%, abaixo da praticada no Brasil.

Bolsonaro

De janeiro de 2019, quando Bolsonaro assumiu a presidência até hoje - 46 meses, portanto - o diesel aumentou 100%. O combustivel passou de R$ 3,437 na bomba do posto de combustível para R$ 6,886. Fato que curiosamente, não atiçou a ira dos caminhoneiros, manifestantes tão vorazes em governos anteriores.

No mercado externo, o destaque foi a guerra entre Ucrânia e Rússia. O barril de petróleo, ao passar de US$ 56,58 para US$ 103,41, teve um aumento de 82%. Com a manutenção do PPI e considerando o preço do mercado externo, são previstos ainda novos aumentos no preço do diesel e com isso, o aumento da inflação.

Petrobras

Frente aos arroubos de Bolsonaro e Arthur Lira ( Progressistas-AL), presidente da Câmara dos Deputados, o então presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, pediu demissão hoje (20) de manhã. Coelho passou menos de um mês à frente da empresa de economia mista. Sua demissão se soma à demissão de mais dois presidentes desde o inicio do governo Bolsonaro.

A crise se avoluma e ao que parece, não terá solução sem uma mudança drástica na política de preços de combustíveis.  

Leia também:
- Petrobras: Fernando Borges é nomeado presidente interino
- Petrobras reajusta preços dos combustíveis e gasolina sobe 5,18%