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Lula afirma que não manterá política de paridade internacional de preços do combustível

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Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (30), em sua rede social, que não manterá a política de preços de paridade de importação (PPI) sobre os combustíveis. Adotada por Michel Temer em 2016, a PPI nada mais é do que o condicionamento dos preços do petróleo e seus derivados produzidos no Brasil aos preços praticados no mercado internacional.

Segundo o Observatório Social da Petrobras, a PPI desconsidera que o Brasil é autossuficiente em petróleo e que poderia fazer o refino do combustível, caso não tivesse optado pelo desmantelamento das refinarias da Petrobras. Com isso, não haveria necessidade de indexar o preço do combustível consumido no Brasil ao do mercado internacional. Isso garantiria que a população tivesse mais acesso aos benefícios garantidos pelos combustíveis e também uma inflação menor em toda a cadeia de produção e consumo no País.

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"Muitos pensam que o culpado pelo aumento dos combustíveis é o alto imposto. Entretanto, a média nacional do ICMS é a mesma desde 2014: 27,6%. O que mudou de 2014 para cá foi a política de preços da Petrobrás", afirma o observatório em seu site.

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O Observatório ainda pontua que a atual política de preços é a principal responsável pelos altíssimos valores da gasolina, do óleo diesel e do gás. Conforme dossiê divulgado ontem pelo Observatório, sem a PPI seria possível cobrar um valor bem mais baixo pelos combustíveis desde a Patrobras até os postos de combustível.