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Litro do diesel pode chegar a R$ 10 no segundo semestre

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) alerta para o risco do litro do óleo diesel atingir R$ 10 no segundo semestre de 2022. Atualmente, o litro do combustível está, em média, R$ 7. A inflação e a colheita da safra agrícola podem impactar ainda mais no preço.

Para o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, a crise está contratada. Análises feitas pela área econômica da Federação indicam que as condições para uma nova escalada de preços dos combustíveis estão propícias.

O barril de petróleo poderá chegar à faixa de US$ 120 nos próximos dias. Além disso, não está descartada a possibilidade de atingir o pico de US$ 130/ US$ 140 no final de junho ou início de julho e da diferença entre o preço do barril de petróleo e o preço do barril do derivado se valorizar ainda mais.

Soma-se a isso o custo do frete para o Brasil que está em torno de US$ 9,20 por barril de diesel importado do Golfo Arábico ou da Índia. Dessa forma, o preço do derivado pode chegar até a US$ 200.

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Segundo Bacelar, distribuidoras no Brasil já se ressentem de dificuldades de importações de derivados. “Nada mais caro do que não ter”, diz o coordenador-geral da FUP, prevendo risco de desabastecimento de diesel no Brasil. Bacelar alerta que existe a probabilidade de racionamento do produto entre julho e agosto, além de ser necessário importar de origens mais distantes e com qualidades distintas.

Diante desse cenário, o Governo Federal preferiu “empurrar com a barriga” o problema do abastecimento interno do produto. “Bolsonaro continua com a política de desmonte da Petrobras, com a venda de refinarias, redução de investimentos no setor e obras que não concluiu, além da manutenção do equivocado preço de paridade de importação (PPI)”, observa Bacelar.