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Juvandia Moreira: Atender às reivindicações dos bancários é o mínimo

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Juvândia Moreira Comando Nacional dos Bancários

A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, repercutiu a última rodada de negociação unificada entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A reunião aconteceu ontem (3), de maneira digital e foi a primeira sobre as cláusulas econômicas da minuta de reivindicações da Campanha Nacional 2022. 

“ (Atender às reivindicações) É o mínimo que se espera de um setor que vem tendo lucro ano após ano enquanto a população sofre com a alta da inflação, principalmente nos alimentos que compõem a cesta básica”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT, que também é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

Juvandia justifica as reivindicações com a situação econômica do País, que vem afetando de forma contundente as classes mais pobres. “A situação de carestia no país é uma consequência da atual política econômica desse governo, que insiste em manter os preços dos combustíveis atrelados aos valores internacionais, uma medida que só beneficia os especuladores financeiros e afeta diretamente a inflação no país, prejudicando toda a população brasileira. Além de manter congelada a tabela do imposto de renda, o que faz com que os bancários paguem mais impostos”, disse.

O lucro líquido dos cinco maiores bancos do país cresceu 190% acima da inflação entre 2003 e 2021, relembra a dirigente. No mesmo sentido, retoma que somente no 1º trimestre de 2022, o lucro destes mesmos bancos cresceu 15,4%.

“Com tamanho lucro, os bancos têm totais condições de atender todas as reivindicações da categoria, com aumento real, vales maiores e ainda melhorar as condições de trabalho”, finaliza.

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