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João Fukunaga: Lucros exorbitantes do Banco do Brasil significam precarização

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Juros Sobre Capital Próprio

A antecipação do pagamento de Juros sobre Capital Próprio anunciada pelo Banco do Brasil na última sexta-feira (27) movimentou o mercado financeiro. Porém, segundo o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, isso não representa melhoria no atendimento à população ou benefício para os funcionários do Banco Público.

"Em seus pronunciamentos, o Fausto Ribeiro (presidente do Banco do Brasil) sempre diz que ‘o Banco do Brasil é do mercado e do Brasil’", afirmou Fukunaga. Porém, o que se observa é que há um privilégio das demandas de mercado em detrimento das demandas do País.

O economista e diretor do Reconta Aí, Sérgio Mendonça, explica: "A antecipação do pagamento de Juros sobre Capital Próprio é uma sinalização de uma instituição financeira estatal/sociedade de economia mista que reforça sua posição amigável ao mercado. Sempre lembrando que a União é acionista do Banco e receberá uma parcela desse pagamento antecipado".

Porém, essa escolha pela perseguição de lucros a qualquer custo tem consequências: "Significa redução de postos de trabalho e a consequente sobrecarga e adoecimento dos funcionários. Significa precarizar o atendimento aos clientes, não apenas com a redução dos funcionários, mas também com o fechamento de agências e o aumento das tarifas e taxas”, afirmou Fukunaga.

Com informações Contraf-CUT