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Japão sediará Olimpíadas em cenário econômico desfavorável

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Com retração econômica no primeiro trimestre e uma recuperação atrasada em relação aos países desenvolvidos, o Japão será sede das Olimpíadas.

Ao contrário do Brasil, a crise econômica japonesa tem outra face: a deflação. Enquanto no Brasil a inflação dos últimos 12 meses foi de 8,06%, segundo o IBGE - e o que a deixa acima do teto da meta do governo para o ano -, os nipônicos tiveram que lidar em abril com a nona queda consecutiva no núcleo de preços ao consumidor, segundo a Forbes.

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Porém, mesmo que a deflação possa parecer uma vantagem para o consumidor, as coisa não são bem assim. A deflação, ou inflação negativa, significa a queda dos preços ao consumidor durante certo período. Apesar de soar positiva, a queda de preços pode esconder um problema grave para a economia de um país. Uma deflação prolongada é sinal de um recessão econômica, que pode gerar a diminuição da atividade econômica, da produção e, consequentemente, o desemprego.

Segundo a Forbes, especialistas projetam que a economia do país do sol nascente só deva retornar ao patamar econômico pré-pandemia em 2023 -muito depois da China, cuja recuperação está em curso - e os países desenvolvidos, que caminham para uma solução em 2022.

Olimpíadas sem público e com Iene em baixa

O que poderia ser uma vantagem para os turistas que fossem assistir ao vivo os jogos olímpicos, a baixa da moeda local - o Iene, não será desfrutada por muitos.

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O país proibiu em março a entrada de turistas estrangeiros. E logo após essa medida, voluntários estrangeiros também tiveram a entrada proibida.

Sobre esse fato, Yuriko Koike, governadora de Tóquio, disse em março: "É muito triste, mas a decisão era inevitável".

Estimativas apontam que um eventual cancelamento das Olimpíadas - prevista entre 23 de julho a 8 de agosto - poderia resultar em um prejuízo de R$ 87,7 bilhões para o Japão.

Mas o impacto econômico da decisão que busca evitar a contaminação por conta da pandemia de covid-19 no mundo é grande.

Nas Olimpíadas realizadas no Brasil em 2016, por exemplo, o gasto por turista estrangeiro foi em média US$ 87,86 por dia, segundo a Rede Nacional do Esporte. A prefeitura do Rio de Janeiro, sede dos Jogos, avaliou que a cidade recebeu cerca de 1,17 milhão de turistas, sendo 410 mil estrangeiros.