Reconta Aí Atualiza Aí Irmãos à Obra: Encher uma laje era mais fácil antes do golpe

Irmãos à Obra: Encher uma laje era mais fácil antes do golpe

Dar uma de “Irmãos à Obra” aumentando a cozinha, construindo um novo cômodo ou fazendo melhorias na casa já foi muito mais barato no Brasil

Ficar em casa durante a pandemia tem inspirado muitas pessoas a fazer reformas domésticas. E os novos programas de reformas que passam na TV, como o Irmãos à Obra, dão um incentivo a mais. Mas levando em conta um dos elementos mais básicos de uma reforma – o cimento – muitos brasileiros acabam ficando só na vontade.

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Os materiais para fazer o famoso ‘puxadinho’ ou reformar a cozinha estão mais caros. É o caso do cimento: em dez anos, o material aumentou 43,63%. Os dados foram pesquisados no site do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).

Bancar os Irmãos à obra esta mais difícil no Brasil depois do golpe.

Em janeiro de 2011, a média nacional do preço do saco de 50kg de cimento era de R$ 19,48. A última divulgação do SNIC mostra que em janeiro de 2021, o saco do cimento custava R$ 27,98.

Mas por que antes era mais fácil bancar os Irmãos à Obra?

O preço do cimento, assim como o de outros produtos, depende da oferta e da procura. No mesmo sentido, ele também é afetado pela inflação. Entretanto, nos governos Lula e Dilma, havia incentivo para a construção civil.

Esse incentivo era a redução dos impostos federais dos materiais de construção. Uma redução tão grande que chegou a zerar a cobrança do Imposto sobre alguns materiais de construção, como o cimento e a massa de vidraceiro, entre outros produtos.

O governo também fomentava a construção civil por meio de programas como o Minha Casa Minha Vida e obras de infraestrutura. Estes programas atraíram investimentos externos e novas fábricas, causando impacto positivo na oferta de materiais de construção.

Naquela época, tais medidas foram tomadas para acelerar a recuperação da economia brasileira. A construção civil – seja em pequenas reformas ou grandes empreendimentos – gera uma grande quantidade de empregos e renda. Além disso, melhora as condições de moradia e o défict habitacional do País.

Mensalmente, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga um indicador que mede o custo da construção civil. Em fevereiro deste ano, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,07%, quando comparado a janeiro (0,93%). Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de janeiro para fevereiro: Materiais e Equipamentos (1,43% para 2,39%), Serviços (0,48% para 1,05%) e Mão de Obra (0,61% para 0,03%).

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