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IPCA de fevereiro foi o maior em cinco anos, diz IBGE

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Imagem do site Recontaai.com.br

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro de 2021 foi de 0,86%, maior variação para o mês desde 2016, quando foi registrado acréscimo de 0,90%.

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Fevereiro de 2021 apresentou variação de 0,61% em relação a janeiro, que registrou 0,25%. Fevereiro de 2020 também havia registrado alta de 0,25% no IPCA. O IPCA acumula alta de 1,1% em 2021. A variação nos últimos 12 meses é de 5,20%. Em janeiro, o IPCA acumulava alta de  4,56% nos últimos 12 meses.

De nove grupos pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), oito registraram alta em fevereiro.

O maior impacto no índice do mês (0,45 p.p.) veio do  grupo Transportes (2,28%) e a maior variação, em Educação (2,48%). Juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 70% do resultado do mês.

O principal fator para a alta no grupo dos Transportes, foi a alta do preço dos combustíveis.

Sérgio Mendonça, economista e diretor do Reconta Aí, afirma que a pressão inflacionária pode levar à “subida da taxa básica de juros (Selic) na próxima semana”, quando ocorre a reunião do Copom do Banco Central. O resultado dessa ação, entretanto, pode piorar ainda mais a situação.

“Quando sobe a taxa básica de juros, sobe o custo de financiamento da dívida pública. Há o encarecimento do crédito dos bancos nos próximos meses. Ou seja, a subida dos juros atrapalha a recuperação econômica e, principalmente, arrocha o poder aquisitivo da população, sobretudo a população de baixa renda”, explica.

A questão, para Mendonça, é que a causa para a pressão inflacionária segue intocada: “A causa principal é a política de preços da Petrobras“, diz Mendonça.

Na sequência dos grupos analisados, aparecem Saúde e cuidados pessoais (0,62%), cujo impacto foi de 0,08 p.p. O agrupamento Alimentação e bebidas (0,27% de variação e 0,06 p.p. de contribuição) desacelerou frente a janeiro (1,02%). Já a categoria Habitação, que havia recuado 1,07% em janeiro, subiu 0,40%, contribuindo também com 0,06 p.p. no resultado de fevereiro.

Do ponto de vista regional, todas capitais apresentaram aumento. A maior variação foi registrada em Fortaleza (1,48%) e a menor, em Rio de Janeiro (0,38%). São Paulo, que representa o maior peso para a composição (32%) do IPCA, teve variação muito próxima da média: 0,83%.