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IPCA-15 tem a maior inflação para o mês de março desde 2015

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) apresentou alta de 0,93% em março, a maior inflação para o mês desde 2015.

Os aumentos nos preços dos transportes e da habitação sentidos pela população foram retratados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPCA-15 apresentou alta de 0,93% em março, 0,45 ponto percentual acima de fevereiro (0,48%). É o maior resultado para um mês de março desde 2015, quando o índice foi de 1,24%.

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Segundo Lauro Chaves, PHD em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, Professor da UECE e conselheiro do Cofecon, afirma que essa é uma trajetória que já vem de meses anteriores.

No mesmo sentido, Lauro Chaves prossegue, “Esse volume elevado de desemprego, somado a inflação elevada, faz com que nós tenhamos o que na economia chamamos de risco de estagflação. Que é a estagnação com a inflação”.

Além da estagflação, Lauro Chaves ainda aponta para o impacto desse crescimento inflaconário, “Já tivemos um aumento da taxa de juros”, relembra o economista.

Transportes

Nos primeiros quinze dias do mês, o resultado revelou o impacto da alta dos combustíveis (11,63%) no orçamento das famílias. Nesse sentido, o aumento dos preços foi generalizado.

Acompanhando a alta dos últimos nove meses, a gasolina subiu 11,18% em março. Já o etanol subiu 16,38% o diesel 10,66% e GLP, o gás veicular, teve um aumento de 0,39%.

Assim como os combustíveis, os automóveis também registraram aumento. Os automóveis novos registraram alta de 0,99%, enquanto os usados  subiram 0,30%, bem como o seguro voluntário de veículo, pago a seguradoras privadas para proteger o patrimônio de acidentes, roubos e furtos, que teve alta de 2,57%.

Ao contrário dos ítens anteriores, transportes por aplicativo e passagens aéreas registraram queda de preços. A diminução do valor foi respectivamente, -2,38% e -2,54%.

Habitação

O grande vilão da inflação na área de habitação foi o gás de cozinha. Derivado do petróleo, ele também tem sofrido reajustes frequantes com alta do dólar. O gás de botijão teve um aumento de 4,60% nos primeiros 15 dias de março. O gás encanado também teve alta, 2,52%, assim como a taxa de água e esgoto, 0,68%.

Juntamente com a alta do gás, a outra fonte de energia utilizada pelas famílias no Brasil também teve alta. A energia elétrica aumentou 0,55% de acordo com o índice medido pelo IBGE. Segundo analistas do órgão, a explicação para o aumento na conta de luz dos consumidores foi a bandeira amarela, em vigor durante todo o período.

Alimentação

Ao contrário dos derivados do petróleo, o setor de alimentação registrou queda nos preços. Após sete grandes altas consecutivas, comprar alimentos para comer em casa ficou 0,03% mais barato. Os alimentos responsáveis pela queda foram o tomate (-17,50%), a batata-inglesa (-16,20%), o leite longa vida (-4,50%) e o arroz (-1,65%). Já as carnes mantiveram a alta, com aumento de de 1,72%.

Maior inflação em todas as regiões pesquisadas

De acordo com a pesquisa, todas as regiões pesquisadas tiveram altas no preços. Belém, capital do Pará, foi a campeã no aumento com inflação de 1,49%. Em contrapartida, o Rio de Janeiro teve a menor alta, somando 0,52%.

Diferença entre IPCA e IPCA-15

O Índice de Preços ao Consumir Amplo 15 (IPCA-15) é a prévia do Índice de Preços ao Consumir Amplo (IPCA). Ambos são calculados da mesma forma, contudo, têm diferentes períodos de coleta de informações e diferença na abrangência geográfica, que é maior no IPCA.

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