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IPCA-15: Alimentos ficam mais caros e fazem prévia da inflação subir 0,81% em novembro

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Segundo o IBGE, o setor de alimentação e bebidas teve alta de 2,16% e já acumula alta de 12%, sendo o que mais contribuiu para a inflação no período

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia do indicador oficial da inflação no País, registrou uma taxa de 0,81% em novembro. Influenciado pelos alimentos, é o maior índice para o mês desde 2015 (0,85%).

No ano, o índice acumula alta de 3,13%. O acumulado dos últimos 12 meses é de 4,22%, acima dos 3,52% registrados nos últimos 12 meses. Os resultados foram divulgados hoje (24) pelo IBGE.

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“Se o maior aumento do IPCA-15 para um mês de novembro desde 2015 é danoso para todos, ele é especialmente negativo para os mais pobres, já que o aumento dos preços da alimentação no domicílio, que responde por parcela especialmente elevada dos gastos dessa população, cresceu mais que o triplo do índice geral, 2,69% (contra 0,81%) no mês”

Emílio Chernavsky, doutor em economia pela USP.

Em novembro, todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta, com destaque para alimentação. Segundo o IBGE, o grupo Alimentação e bebidas subiu 2,16% e já acumula alta de 12,12% no ano.

O destaque ficou por conta dos preços dos alimentos para consumo no domicílio, que subiram 2,69% influenciados pela alta de itens como as carnes (4,89%), o arroz (8,29%) e a batata-inglesa (33,37%), além de tomate (19,89%) e óleo de soja (14,85%).

“Em um período em que o número de desempregados bate recordes e que a continuidade do auxílio emergencial que tem garantido a sobrevivência de muitas famílias é incerta, o aumento do custo de vida é particularmente dramático”

Emílio Chernavsky, sobre o IPCA-15 divulgado nesta terça-feira (23) pelo IBGE.

Outro grupo que teve impacto no IPCA-15 foi o de Transportes (1%), impulsionado pela alta da gasolina (1,17%). A pesquisa destaca ainda que os preços de outros combustíveis como o etanol (4,02%), o óleo diesel (0,53%) e o gás veicular (0,55%) também tiveram alta na passagem de outubro para novembro. 

Todas as regiões tiveram alta em novembro

Segundo o IBGE, todas as regiões pesquisadas apresentaram alta, sendo o menor resultado verificado na Região Metropolitana de Recife.

Entenda o IPCA-15: O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. 

Nesta pesquisa, os preços foram coletados no período de 14 de outubro a 12 de novembro de 2020 e comparados com os de 12 de setembro a 13 de outubro de 2020.