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Inflação sobe menos, mas ainda assusta consumidores

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Prévia da inflação oficial do País, o IPCA-15 ficou em 0,78% em janeiro, após registrar 1,06% em dezembro de 2020

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) cresceu 0,78% em janeiro, contra 1,06% em dezembro. É o maior resultado para um mês de janeiro desde 2016, quando o índice foi de 0,92%.

Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,30%, acima dos 4,23% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2020, a taxa foi de 0,71%, divulgou nesta terça-feira (26) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O IPCA-15 é uma prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) – o índice de referência que o Banco Central acompannha para que a inflação se situe em torno do centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)​.

O IPCA-15 possui a mesma metodologia do IPCA; porém, a coleta dos preços é feita 15 dias antes, do meio do mês anterior ao meio do mês corrente. No IPCA, a coleta é do começo ao fim do mês corrente.

Os vilões da inflação

Segundo o IBGE, energia elétrica e alimentos foram os preços que mais pesaram no bolso dos brasileiros entre 12 de dezembro de 2020 e 14 de janeiro de 2021. No mesmo sentido, oitro grupos de produtos e serviços entre os nove pesquisados também tiveram alta.

Tabela de dados da inflação por grupo de produtos e serviços. Imagem: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

Fernando de Aquino, conselheiro e coordenador da Comissão de Política Econômica do Conselho Federal de Economia, lembra que a prévia da inflação do mês de janeiro já era esperada pelo mercado.

“Os alimentos continuam a subir mês a mês por diversos fatores”, explica o economista. “Dentre eles, o aumento da demanda por conta do auxílio emergencial, a alta das matérias-primas e a inércia inflacionária”, disse, explicando a tentativa de repassar reajustes inflacionários anteriores nos preços presentes para o consumidor.

Regiões mais afetadas

A região mais afetada pelo aumento da inflação entre dezembro e janeiro foi Recife (PE), mostra o IBGE. Com 1,45% de aumento nos preços, os recifenses tiveram grandes altas principalmente na gasolina (5,85%) e na energia elétrica (4,55%).

No movimento oposto, Brasília teve a menor inflação acumulada no período. Com apenas 0,33%, o impacto mais relevante ficou por conta da diminuição no preço das passagens aéreas (-29,20%).