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Inflação sobe 0,21% em janeiro, menor índice desde o Plano Real

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Imagem do site Recontaai.com.br

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), variou positivamente 0,21% em janeiro de 2020. O aumento é o menor para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. No mesmo mês do ano passado, a taxa registrada foi de 0,32%.

O acumulado dos últimos doze meses é de 4,19%. Em dezembro de 2019, o IPCA aumentou 1,15% e tinha 4,31% acumulados nos doze meses anteriores. Os resultados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (7).

Dos 0,21%, o maior impacto – 0,08% – veio do grupo Habitação, que registrou variação de 0,55%. Além deste, outros cinco grupos apresentaram elevação, destacando-se Alimentação, com 0,39% e impacto de 0,07%; e Transportes – com aumento de 0,32%, sendo responsável por um impacto de 0,06%.

Entre os grupos que diminuíram, Saúde e Cuidados Pessoais foi o que apresentou maior queda, com variação de -0,32% e impacto negativo de 0,04%. As variações são comparações com o valor atual e passado de cada grupo. Já o impacto mede o peso que cada variação teve para o índice geral, que soma todos os grupos.

Fatores

A desaceleração na inflação do grupo Alimentação – 3,38% em dezembro para 0,39% em janeiro – teve como principal fator o preço das carnes: após alta de 18,06% no último mês do ano passado, a categoria recuou 4,03% no primeiro mês de 2020.

Emrelação aos Transportes, registraram-se aumentos na gasolina(0,89%) e no etanol (2,59%) e queda nas passagens áreas (-6,75%).

Regionalmente, o menor resultado do IPCA ficou em Rio Branco (AC), com deflação, diminuição geral dos preços, de 0,21%. Belém e Aracaju tiveram a maior alta local, de 0,39%.

O IPCA é calculado desde 1980, tendo como referência famílias com rendimento de um a quarenta salários mínimos e abrangendo dez regiões metropolitanas do País, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Oíndice de janeiro se refere a preços coletados entre 28 de dezembroe 28 de janeiro.

Novidades

A cesta contém 56 novos produtos e serviços que ganharam relevância no consumo da população brasileira recentemente, como transportes por aplicativo e plataformas de streaming de vídeos.

Entraram também no cálculo gastos relativos à vida saudável e estética, tratamentos veterinários e até o consumo de macarrão instantâneo. Do lado dos itens que perderam espaço – ou foram excluídos – há exemplos como aparelhos de DVD, assinatura de jornais e máquinas fotográficas

Os componentes da cesta – que agora totaliza 377 produtos e serviços, seis a menos que no modelo anterior, embasado no Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-09 e em vigor desde 2012 – têm como base os resultados da POF 2017-2018, que atualizou os hábitos de consumo, despesas e renda das famílias.

Outra novidade realizada pelo IGBE foi o uso de robôs para a coleta de preços do transporte de aplicativos. O método deve ser aplicado também para passagens áreas no IPCA de fevereiro. Anteriormente, o procedimento era realizado manualmente por técnicos. Com a mudança, a base de consultas passou de centenas para milhares de simulações. O Instituto estuda aplicar a nova metodologia a outros produtos e serviços.