Pular para o conteúdo principal

Inflação reduz poder de compra de 90% das profissões

Imagem
Arquivo de Imagem
inflação

Aproximadamente 90% das profissões perderam poder de compra entre março do ano passado e o mesmo mês de 2022 devido à inflação do período.

No intervalo de tempo mencionado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo acumulou uma variação de 11,7%. Os dados sobre o impacto desta variação nas profissões foram elaborados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a pedido da CNN, que divulgou o levantamento na terça-feira (17).

Leia também:
- Greve do metrô de São Paulo é adiada para o dia 25 de maio
- Não se engane! A gasolina está cara e a culpa é do Bolsonaro

Foram analisadas 140 profissões, escolhidas por conta de sua representatividade: 72% da força de trabalho brasileira está alocada nestas ocupações.

Faxineiros e motoristas de ônibus lideram a lista de profissões que perderam mais poder de compra, com 16% e 3,9%, respectivamente. "Na prática, atualmente, podemos dizer que somente uma em cada dez profissões no Brasil consegue vencer a inflação”, ressalvou à CNN o economista Fábio Bentes, coordenador do levantamento.

Do outro lado da lista, profissionais de saúde (16%) e profissionais de tecnologia (4%) da informação estão entre profissões que tiveram ganhos reais - muito por conta da demanda por esses serviços durante a pandemia. Entre as duas profissões estão:  controlador de entrada e saída de suprimentos e máquinas (12,5%), estoquista (9,4%), professor de nível superior na educação infantil (6,1%).