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Inflação na Indústria: Índice de Preços ao Produtor acumulado é o maior da série histórica

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A variação acumulada ao longo de 2021 no Índice de Preços ao Produtor (IPP) atingiu em julho seu patamar mais alto desde o início da série histórica.

De acordo com o IBGE, o IPP de janeiro a julho de 2021 apresenta aumento de 21,39%. É a maior variação, neste critério, acumulada em um mês de julho. O patamar já é superior que todo o aumento do IPP em 2020, que foi de 19,38%.

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O IPP mede a variação de preços de produtos “na porta de fábrica” das indústrias extrativas e de transformação - sem impostos e fretes - e abrange as grandes categorias econômicas: bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis, semiduráveis e não duráveis).

O acumulado em 12 meses - ou seja, de julho de 2020 ao mesmo mês deste ano - é de 35,08%, ficando entre os quatro maiores da série, iniciada em dezembro de 2014. No mês passado, 20 das 24 atividades medidas tiveram alta de preços, com destaque para os alimentos (2,09%), refino de petróleo e produtos de álcool (3,26%), indústrias extrativas (3,61%) e metalurgia (3,68%).

Quatro atividades apresentaram deflação (queda de preços): máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,37%), produtos de fumo (-0,51%), produtos têxteis (-0,49%) e produtos de madeira (-0,18%).

Em relação a junho de 2021, a variação foi de 1,94%. Naquele mês, a alta foi de 1,29% em relação a maio. Do ponto de vista mensal, julho marcou a maior variação dos últimos três meses.