Pular para o conteúdo principal

Inflação fica em 0,95% em novembro puxada pelo preço dos combustíveis

Imagem
Arquivo de Imagem
combustíveis

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,95% em novembro, após registrar 1,25% em outubro. Apesar do recuo, foi a maior para o mês desde 2015 (1,01%). No ano, o IPCA - inflação oficial do País - acumula alta de 9,26% e, nos últimos 12 meses, de 10,74%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (10) pelo IBGE.

A alta foi puxada pelos transportes (3,35%), influenciados pelos preços dos combustíveis, principalmente, da gasolina (7,38%), que teve, mais uma vez, o maior impacto individual no índice do mês.

LEIA TAMBÉM:
- Inflação para família de renda mais baixa sobe 0,84% em novembro
- Pós Touro de Ouro: "vaca magra" é instalada em frente à Bolsa de Valores de São Paulo

Houve altas também nos preços do etanol (10,53%), do óleo diesel (7,48%) e do gás veicular (4,30%). Com o resultado de novembro, a gasolina acumula, em 12 meses, alta de 50,78%, o etanol de 69,40% e o diesel, 49,56%.

"A inflação oficial (IPCA) em 12 meses segue em 2 dígitos (10,74%). No mês cresceu 0,95%. Puxada, em novembro de 2021, por transportes (combustíveis) e habitação (energia, água e esgoto). O INPC, que corrige salários, aposentadorias e pensões, salário mínimo, ficou um pouco menor (0,84%) porque o peso das despesas com alimentos é maior no INPC. E esse grupo não cresceu em novembro de 2021", destaca o economista e diretor do Reconta Aí, Sérgio Mendonça.

Os preços dos automóveis novos (2,36%) e usados (2,38%) também pesaram na inflação do mês. Já as passagens aéreas recuaram 6,12% em novembro, após as altas de 28,19% em setembro e 33,86% em outubro.

INPC tem alta de 0,84% em novembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) caiu para 0,84% em novembro, 0,32 p.p. abaixo do resultado de outubro (1,16%). No ano, o indicador acumula alta de 9,36% e, em 12 meses, de 10,96%, abaixo dos 11,08% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2020, a taxa foi de 0,95%.

Após a alta de 1,10% registrada em outubro, os produtos alimentícios tiveram variação negativa (-0,03%) em novembro. Já os não alimentícios seguiram em alta (1,11%), embora o resultado tenha ficado abaixo do observado no mês anterior (1,18%).

Todas as áreas registraram variações positivas em novembro. O menor índice foi o da região metropolitana de Belém (0,11%), por conta dos recuos em higiene pessoal (-5,89%) e energia elétrica (-1,91%). Já a maior variação foi na região metropolitana de Salvador (1,31%), impactada principalmente pela alta de 10,80% nos preços da gasolina.