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Inflação: Em 2023, probabilidade de estouro da meta é de 57%, diz BC

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Projeção feita pelo Banco Central (BC) em relação à inflação do próximo ano aponta 57% de probabilidade de estouro da meta. Para 2023, a autoridade monetária aposta que a inflação fechará em 5%, percentual revisto para cima em relação aos 4,6% previstos anteriormente.

A previsão para 2022 também subiu e passou de 5,8% para 6%. A probabilidade da inflação ultrapassar o limite de tolerância da meta está próxima de 100%. Para 2024, a revisão foi de 2,8% para 3%.

As projeções fazem parte do Relatório de Inflação, divulgado recentemente pelo BC.

Estouro da meta

A meta de inflação, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), para 2022, é 3,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Dessa forma, a inflação, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), poderia ficar entre 2% e 5% neste ano.

Para 2023, o CMN estabeleceu meta de 3,25% para o IPCA, também com 1,5 ponto percentual de tolerância. Dessa forma, o índice poderá fechar o próximo ano entre 1,75% e 4,75%.

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Taxa Selic

No relatório, o BC diz que o Comitê de Política Monetária (Copom) “se manterá vigilante, avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período suficientemente prolongado será capaz de assegurar a convergência da inflação”.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial.

Em sua última reunião do ano, realizada no dia 7 de dezembro, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. Foi a terceira vez seguida em que a autoridade monetária não alterou taxa. Todo o colegiado foi unânime.

A decisão fez com que a taxa básica de juros da economia continuasse no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano.