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Inflação atinge o maior patamar para maio desde 1996

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) foi de 0,83% em maio; resultado mostra que a inflação no mês atingiu o maior patamar desde 1996.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,83% em maio de 2021. Trata-se do maior percentual para o mês desde 1996, quando atingiu 1,22%. Esse dado refere-se ao aumento de preços de produtos e serviços que impactam diretamente no consumo das famílias brasileiras. Em abril, o indicador havia ficado em 0,31%.

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Já a taxa anual ficou em 8,06% e é a maior desde setembro de 2016 (8,48%) - números "muito preocupantes" na avaliação do economista e diretor do Reconta Aí, Sérgio Mendonça.

"A gravidade da situação aumenta quando observamos que a taxa de inflação vem subindo puxada pelos preços dos alimentos [14,1% em 2020 e 2,3% nos 5 meses de 2021], energia, gás, gasolina, diesel. Produtos e serviços essenciais que as famílias não escapam de consumir no dia a dia. Em outras palavras é uma inflação muito alta para as famílias de menor renda, onde é enorme o peso da alimentação e dos bens essenciais na cesta de consumo", observa o economista.

De acordo com dados divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), os nove grupos pesquisados - habitação, transportes, saúde e cuidados pessoais, alimentação e bebidas, artigos de residência, educação e vestuário - sofreram aumentos em maio.

Habitação

A maior alta em maio foi em relação à habitação. A variação comparada ao mês anterior foi de 1,78%, acumulando o aumento 0,28 ponto percentual (p.p.).

Transporte

Os transportes tiveram o segundo maior impacto no aumento do IPCA. Segundo o IBGE, os preços subiram 1,15% em maio e representaram 0,24 p.p. no mês, após terem recuado 0,08% em abril.

Outras áreas que contribuíram para o aumento da inflação

Na saúde e cuidados pessoais, o aumento foi de 0,76% em maio. No mesmo sentido, a alimentação e bebidas aumentaram 0,44%, com impactos de 0,10 p.p. e 0,09 p.p., respectivamente.

Artigos de residência tiveram a segunda maior variação do mês, acumulando 1,25% e vestuário com 0,92%. Em contrapartida, a educação apresentou a menor variação, 0,06%.

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