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Inflação alta, desemprego elevado e auxílio emergencial de menor valor afetaram orçamentos das famílias

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orçamento das familias - CNC

Na esteira do desemprego, inflação alta e renda corroída, o número de famílias que relataram ter dívidas a vencer - como cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa - cresceu em setembro.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta segunda-feira (4) pela Confederação Nacional do Comércio mostrou que em setembro, o endividamento nesta parcela da população analisada foi recorde, equivalente a 74% das famílias brasileiras. Houve uma alta de 1,1 ponto percentual em relação a agosto, e de 6,8 pontos ante setembro de 2020, o maior incremento anual da série histórica.

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Cartão de crédito, o vilão do mês

Embora o crédito esteja funcionando como fermenta de recomposição da renda, é preciso estar ciente que o aumento dos juros em curso no país encarece as dívidas e demais despesas em aberto. O recente aumento das alíquotas do IOF, por exemplo, mesmo que temporário, acirra ainda mais o custo do crédito, em um momento de elevação dos juros e endividamento em proporções recordes.

“A inflação corrente mais alta tem deteriorado os orçamentos domésticos e diminuído o poder de compra das famílias, em especial as na faixa de menor renda. Alimentos, medicamentos, transportes e energia são os grupos de itens com maiores altas nos preços e aqueles de maior peso na cesta de consumo do brasileiro de renda média e baixa”, informou a confederação.

Ainda em setembro, do total de famílias endividadas, 84,6% fecharam o mês devendo no cartão de crédito, um novo recorde para a modalidade e aumento de 5,6 pontos na comparação anual. Dívidas com carnês de lojas foram relatadas por 18,8% e o financiamento de carro por 13,2%.