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Incensado pela mídia, Pastore atinge popularidade alta no Google

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grafico pastore

Affonso Celso Pastore, o economista apresentado por Sérgio Moro como seu guru na área, não só ganhou notoriedade na mídia depois de ser citado pelo ex-juiz no programa "Conversa com Bial" da Rede Globo. Além de ter ganhado os holofotes da grande imprensa, Pastore também foi um dos assuntos mais procurados no Google segundo a ferramenta Trends, plataforma da empresa para analisar a popularidade de termos buscados pelos usuários.

Antes de falarmos sobre as buscas, é preciso que você entenda quem é Pastore. Segundo dados disponíveis na Wikipedia, o economista formado na Universidade de São Paulo em 1961 foi presidente do Banco Central do Brasil no final capenga da Ditadura Militar durante a presidência de João Figueiredo, entre 1983 e 1985, quando ainda nem se falava em BC "independente". Antes disso, ele também ocupou o cargo de secretário dos Negócios da Fazenda de São Paulo, em 1979, no governo de Paulo Maluf.

Voltando às buscas, a ferramenta do Google dá a dimensão da presença de um assunto diante da opinião popular. Desde o dia 16 de novembro, quando seu nome começou a aparecer nas buscas, Pastore alcançou no dia seguinte a taxa de 100 pontos de popularidade nos Trends. Explicando: o interesse ao longo do tempo no Google diz que um valor de 100 representa o máximo em popularidade, 50 a metade e 0 que não havia dados suficientes para o ranking. Confira a imagem com o pico de buscas logo abaixo. O recorde coincide com o horário das 7h da manhã, algumas horas depois da exibição do programa "Conversa com Bial" feita naquela madrugada. A busca no Trends aqui foi localizada para os últimos sete dias.

Google Trends pesquisa Pastore

Logo depois da citação feita por Moro, Pastore passou a ser tema de diversas matérias em emissoras de TV a cabo, sites, rádio, concedendo entrevistas sobre o seu pensamento econômico. Em audiência pública na Câmara dos Deputados, ele disse que o Auxílio Emergencial foi pago a muito mais gente do que deveria. É bom lembrar que o Auxílio, que inicialmente o governo Bolsonaro queria pagar somente R$ 200, teve seu valor aumentado na Câmara para R$ 600, graças ao trabalho dos parlamentares. Sem esse pagamento, milhares de brasileiros teriam mergulhado ainda mais na fome.

Se o objetivo era ganhar popularidade ao ser retirado das catacumbas, servindo de catapulta econômica do pré-candidato Sérgio Moro, o intento foi conseguido: nas buscas por "Notícias", pastore ganhou matérias no G1, Valor, Correio Braziliense, IG, UOL, Folha, Estadão, Band, O Tempo, Istoé, Antagonista, Poder 360, Gazeta do Povo, dentre outros. Foram 25 matérias em apenas dois dias de exposição. Parece pouco, mas o impacto de acessos em sites de grande envergadura, impulsionados por redes sociais, faz qualquer assunto explodir. Só como exemplo, o G1 da Globo tem 13,2 milhões de seguidores no Twitter. Imaginem diversos portais, ao mesmo tempo, compartilhando suas matérias. O impacto em impressões é monstruoso.

Buscas Google por Pastore em Notícias

E para concluir, uma pesquisa relacionada a Pastore chama a atenção. Junto com seu nome, surge também o do ex-presidente Lula, líder nas pesquisas de opinião para as eleições de 2022. No caso, não tem espanto. Ao entrar em cena para ajudar Moro, Pastore já delimitou o campo atacando Lula e Bolsonaro juntos, mostrando como será a linha de comunicação política do ex-juiz. Para ele, "Lula e Bolsonaro são duas opções que eu odeio". Para o Moro, também.

Pesquisa Lula Pastore nos Trends