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Importações despencam com a recessão, aponta FGV

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Imagem do site Recontaai.com.br

Indicador de Comércio Exterior da FVG mostra queda de quase 20% no volume de importações entre junho de 2019 e junho de 2020.

A balança comercial é a relação entre importações e exportações de um País. Contudo, não é só isso. Seus resultados mostram no que se concentra a produção de riquezas de cada País, sua posição geopolítica no mundo e a entrada e saída de dólares da sua economia. Assim, apesar de não ser o principal fator de impacto no câmbio, ela ainda o influencia.

Nesse sentido, o Indicador do Comércio Exterior (Icomex), divulgado nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), referente à balança comercial de junho é negativo. Eles traz informações de que no mês em análise houve o maior saldo positivo da série histórica referente ao índice: US$ 7,5 bilhões. Porém, isso não se deu por um aumento das exportações, mas sim, por uma grande queda nas importações. No mês de junho, as importações caíram em 2,7% mostrando um “ciclo recessivo” da nossa economia.

Resultados da Balança Comercial no semestre

O estudo revela também que apesar do resultado positivo no mês de junho, o semestre acumula quedas e é o pior desde 2016. Entretanto, as exportações tiveram alta de 13,1%, porém com uma queda de 14% nos preços. No mesmo período, as importações tiveram queda de volume 14,2% e também de preços 6,5%.

Um exemplo disso é o petróleo em relação ao acumulado do primeiro semestre. Houve um discreto aumento nas exportações,1,3%, assim como houve decréscimo nas importações na ordem de 3,2%.

O que o Brasil vende e o que o Brasil compra?

De acordo com a Fundação Instituto de Administração, a importação brasileira é baseada em diversos setores. Porém, os cinco primeiros em importância são manufaturados, medicamentos de uso humano e veterinário, óleos combustíveis, peças para veículos e tratores e conjuntos integrados e microconjuntos eletrônicos.

No caso das exportações, 70% são das chamadas commodities, produtos da agricultura, pecuária e mineração. Entre o primeiro semestre de 2019 e 2020, a venda de commodities para outros países aumentou em 10,5%. Contudo, a venda de produtos manufaturados, com mais valor agregado, diminuíram em 24%.

Os resultados da indústria de transformação no primeiro semestre de 2020 tiveram uma queda de 7,7%. Ao desagregar os produtos das commodities, como as produtoras de suco de laranja ou laminação de ferro e aço, a queda fica ainda mais acentuada, 19,3%. Isso mostra que o setor de indústrias de transformação desceu a um patamar pré-2008.