Pular para o conteúdo principal

Ídolo de Bolsonaro, Trump recua e renova benefícios a desempregados

Imagem
Arquivo de Imagem
Imagem do site Recontaai.com.br

O presidente derrotado dos EUA, Donald Trump, recuou e sancionou lei que destina mais 900 bilhões de dólares a famílias e empresas economicamente prejudicadas pela pandemia do novo coronavírus. O ídolo de Bolsonaro, um dos últimos a felicitar a vitória do democrata Joe Biden, assinou o pacote no último domingo (27).

O projeto de lei aprovado por amplo apoio dos dois partidos no Congresso dos EUA prevê, no total, a injeção de 2,3 trilhões de dólares na economia do país.

Os 900 bilhões de dólares serão destinados a empresas com dificuldades no pagamento de aluguéis e folha de pessoal, em um patamar superior a 280 bilhões de dólares, e para benefícios especialmente criados a desempregados durante a pandemia.

No segundo segmento, uma ajuda única de até 600 dólares será concedida de acordo com a renda do destinatário, mais um bônus de 300 dólares por semana em caso de desemprego. Estes benefícios haviam se encerrado em 26 de dezembro, e tinham de ser renovados para que continuassem a existir.

A situação se assemelhava ao que vem acontecendo no Brasil, com o governo se recusando a renovar o auxílio emergencial. A grande diferença entre os dois países foi a posição majoritária dos parlamentares a favor da continuidade, apesar da divergência entre democratas e republicanos quanto ao valor.

A aprovação de regras orçamentárias também garantiu o funcionamento do governo dos EUA até setembro do ano que vem. Caso o projeto de Orçamento aprovado pelo Congresso fosse rejeitado, os serviços públicos seriam momentaneamente paralisados, o que os EUA chamam de shut down.

Desde a aprovação do pacote pelos congressistas, Trump chegou a sinalizar que vetaria o texto. A mudança de última hora, até o momento, não teve nenhuma explicação pública por parte do republicano.