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IBGE: Volume de serviços cresce 1,1% em julho

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queda economia

O volume de serviços no Brasil cresceu 1,1% em julho de 2021 em relação ao mês anterior. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (14), apontam ainda uma alta de 17,8% em relação a julho de 2020.

O acumulado entre janeiro e julho de 2021 é de 10,7% e o acumulado em 12 meses é de 2,9%. A trajetória, em relação a este último critério, tem sido positiva desde fevereiro de 2021.

"O setor de Serviços - que tem o maior peso no cálculo do PIB - está se recuperando dentro do previsto. O crescimento acumulado em 12 meses foi de 2,9%. Deve seguir crescendo até o final do ano, em linha com a expectativa de crescimento de 5% do PIB em 2021", avalia Sérgio Mendonça, economista e diretor do Reconta Aí.

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A alta entre junho e julho de 2021, entretanto, é desigual entre os diversos setores de serviços. Cresceram serviços prestados a famílias (3,8%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,6%). Tiveram retração serviços de informação e comunicação (-0,4%); os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,2%); e os outros serviços (-0,5%).

Do ponto de vista regional, o crescimento dos serviços entre junho e julho é também desigual. O volume de serviços cresceu em apenas 15 das 27 unidades da Federação. As altas mais relevantes vieram de São Paulo (1,4%), seguido por Rio Grande do Sul (3,4%), Minas Gerais (1,2%), Pernambuco (4,1%) e Paraná (1,5%). Do outro lado, Rio de Janeiro registrou a principal retração (-4,4%).

 Abaixo do nível pré-pandemia

Impactado por conta da pandemia, em julho de 2021 o índice de atividades turísticas subiu 0,5% frente junho, terceira taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 42,2%. Apesar disso, o setor ainda necessita crescer 32,7% para retornar ao patamar de fevereiro de 2020 - imediatamente anterior à eclosão da covid-19.

Das 12 unidades da Federação pesquisadas em relação ao turismo, 8 acompanharam este movimento de crescimento. As contribuições positivas mais expressivas foram registradas Pernambuco (9,5%), seguido por Santa Catarina (9,4%), Bahia (6,1%) e Rio de Janeiro (2,1%).

Para alguns economistas, há a possibilidade de que a retomada dos serviços - que podem tentar recompor suas perdas - resulte em um impacto ainda maior na inflação.