Pular para o conteúdo principal

Guedes: "Quero ficar em casa e fazer o isolamento"

Imagem
Arquivo de Imagem
Imagem do site Recontaai.com.br

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou neste domingo (29) que, “como cidadão”, deseja “ficar em casa e fazer o isolamento” diante da disseminação do novo coronavírus, conforme as orientações de diversas organizações de saúde e de especialistas.

A fala de Guedes, durante uma videoconferência com representantes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), diverge da postura e de falas recorrentes do presidente Jair Bolsonaro que, durante o final de semana, visitou áreas comerciais do Distrito Federal.

“Eu mesmo, como economista, gostaria que pudéssemos manter a produção, voltar o mais rápido possível. Eu, como cidadão, seguindo o conhecimento do pessoal da Saúde, ao contrário, quero ficar em casa e fazer o isolamento”, disse o ministro.

De outro lado, Guedes manifestou preocupação com a duração do período de isolamento social, ainda que tenha pontuado como necessário o prazo que vem sendo estimado por pesquisadores: “Para a saúde, aparentemente, você precisa desses dois ou três meses. Nós estamos espremidos, porque mais de dois, três meses a economia não aguenta. Mas menos de dois, três meses, parece que a saúde também se precipita”.

“Vamos conversar sobre isso de forma construtiva”, sintetizou o titular da pasta.

O Planalto passa por divergências internas quanto às medidas sanitárias necessárias ao enfrentamento da crise. Jair Bolsonaro vem minorizando a pandemia, e o Planalto chegou a divulgar uma campanha – posteriormente apagada – pedindo a retomada das atividades comerciais no País.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, vive em um cenário de pressão constante, modificando e relativizando constantemente orientações previamente dadas.

Nacionalmente, diversos governadores têm enfrentado abertamente as posições de Bolsonaro, com destaque para Dória e Witzel, respectivamente de São Paulo e Rio de Janeiro, unidades com maiores números de infecções detectadas. Ronaldo Caiado, do Goiás, e aliado do presidente até o início da crise, anunciou rompimento com Bolsonaro.