Reconta Aí Atualiza Aí Guedes prometeu prorrogação do auxílio emergencial com mil mortes diárias. Vai cumprir?

Guedes prometeu prorrogação do auxílio emergencial com mil mortes diárias. Vai cumprir?

Ao final de novembro, o ministro da Economia Paulo Guedes descartava a prorrogação do auxílio emergencial. Posição que foi reiterada por Jair Bolsonaro na última terça-feira (15).

Guedes, entretanto, havia aberto a possibilidade de prorrogação do auxílio caso houvesse uma segunda onda na pandemia. No mês passado, ainda que descartasse essa possibilidade, o ministro da Economia afirmou que o governo repetiria o caminho adotado em 2020, sem mencionar que o valor original do auxílio emergencial foi determinado pelo Congresso Nacional.

Do ponto de vista do governo não existe a prorrogação do auxílio emergencial. Contra evidência empírica, não há muito argumento. Os fatos são que a doença cedeu bastante e a economia voltou com muita força”, declarou Guedes no mês passado.

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Mas complementou:  “Se houver uma evidência empírica, o Brasil tiver de novo mil mortes, tiver uma segunda onda efetivamente, nós já sabemos como reagir, já sabemos os programas que funcionaram melhor”.

Dias antes, mais precisamente em 12 de novembro, Guedes foi mais nítido em relação à prorrogação: “Se houver uma segunda onda de pandemia, não é uma possibilidade, é uma certeza”.

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E a prorrogação?

Os dados da última quinta-feira (17) apontam que 1.054 pessoas morreram em decorrência do novo coronavírus, o maior patamar desde 15 de setembro. Guedes e Bolsonaro ainda não se pronunciaram.

Sem apresentar saídas, o fim do auxílio emergencial deve acentuar desigualdades. Assim como a falta de políticas públicas e a ausência de alternativas para a geração de renda para trabalhadores informais e desempregados.

O economista e diretor do Reconta Aí, Sérgio Mendonça, explica que o auxílio emergencial significou uma transferência de cerca de 5% do PIB [algo em torno de R$ 350 bilhões] para mais de 65 milhões de brasileiros em 2020. “Certamente todo – ou quase todo – esse valor foi destinado ao consumo de bens essenciais para as famílias que o receberam”, aponta.

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Sérgio Mendonça ressalta ainda que o programa impediu que a economia brasileira tivesse uma queda maior do PIB. Hoje, as estimativas apontam que a economia brasileira deverá ter queda em torno de 5% em 2020.

“Retirar esse auxílio de vez, no início de 2021, deve comprometer a esperada retomada, ainda que tímida, da economia brasileira no próximo ano, com efeitos negativos sobre a geração de empregos e “quebradeira” de micro e pequenas”, alertou o economista, destacando que o Consumo das Famílias representa cerca de 2/3 do PIB e o auxílio emergencial foi parte importante desse consumo em 2020.

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