Pular para o conteúdo principal

Guedes “adoraria" que reforma tramitasse por apenas três meses

Imagem
Arquivo de Imagem
Imagem do site Recontaai.com.br

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (30) que pretende encaminhar ao Congresso a proposta de reforma administrativa em até três semanas. Segundo sua visão, o projeto não causará grandes polêmicas e embates e poderia ser aprovado em pouco tempo.

“Adoraríamos que a reforma administrativa fosse aprovada em três meses. A reforma está simples de aprovar. Mas nosso compromisso é acelerar e entregar o mais rápido possível para a Câmara”, disse, durante evento organizado pelo CLP (Centro de Liderança Pública).

Guedes afirmou que Jair Bolsonaro (sem partido) tomou a decisão de não pautar o tema antes, sob o temor de que manifestações em outros países, especialmente o Chile, aumentassem a resistência à proposta ao inspirarem a oposição ao governo.

O relativo otimismodo ministro em relação à proposta reforma administrativa – quedeve mudar regras para o serviço público, incluindo a estabilidade– contraria a percepção de líderes partidários no Congresso,que classificam os servidores públicos como uma categoria com altopoder de mobilização em defesa de seus direitos e de influênciasobre políticos, incluindo os parlamentares.

A projeção de Guedes não despreza esse fator – “Quanto mais o tempo passa maior a desidratação. A resistência cresce com o tempo” – e parece se basear em critérios que constarão na proposta de reforma: “A reforma não atinge o direito de quem [já] está. Vai ter avaliação. Se não é possível politicamente atingir os atuais, vamos ter um filtro para os novos”.

“Nós estamos entrando agora na reforma administrativa para valorizar o bom servidor. Para ganhar estabilidade tem que provar que é um bom servidor, ter espírito de equipe, ser aprovado pelo chefe”, indicou Guedes.

Paulo Uebel, secretário especial de Desburocratização do Ministério da Economia aprofundou a ideia de que os atuais servidores não serão abarcados. “Até 2030 cerca de 40% dos servidores poderão se aposentar”, apontou.

Além da reforma administrativa, o titular da Economia também afirmou que o governo pretende pautar no Congresso sua reforma tributária e a questão do Pacto Federativo, tema em que o governo defende a descentralização de recursos e responsabilidades a estados e municípios.