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"Governo quer avançar com as Reformas, mas combater o quadro de pandemia seria mais efetivo", alerta economista

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Pandemia vem sendo tratada com descaso pelo governo brasileiro. Medidas eficazes para injetar renda no mercado brasileiro são extremamente importantes no momento.

O Coronavírus (Covid-19) vem avançando em todo o mundo e no Brasil não está sendo diferente. Já são 151 casos confirmados, atualizados no início desta sexta-feira (13) por balanços das secretarias estaduais de Saúde e por hospital de referência em São Paulo, segundo informações do G1.

O Governo Federal – que ainda se faz de despreocupado – não tem tomado medidas necessárias para evitar uma crise econômica ainda maior no País.

Para o economista e conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Eduardo Reis Araújo, o mundo ainda está patinando sem saber o que fazer. “No Brasil, o governo vem falando em avançar com as Reformas, mas seria mais efetivo promover ações de combate ao quadro de pandemia”, explica.

Araújo frisa que até agora o governo brasileiro vem tratando a pandemia com descaso. “Agora é que foi criado um comitê de crise e que as pessoas estão começando a entender que realmente a gravidade, hoje, é maior que na semana passada”, disse.

Pandemia x Economia brasileira

Em seu pronunciamento oficial, nesta quinta-feira (12), o presidente Bolsonaro se preocupou em falar somente sobre a legitimidade das manifestações programadas para o dia 15 de março. No fim, disse que deveriam ser repensadas.

Mas as medidas para barrar o avanço do coronavírus e para reduzir os impactos dele na economia brasileira, não foram informadas à Nação.

“O País deveria estar antecipando e informando as pessoas de como proceder diante dessa doença, além de desenvolver e discutir políticas públicas para as pessoas afetadas. Precisamos de medidas eficazes para injetar renda no mercado brasileiro”, alerta o economista.

Para Araújo, é preciso um diagnóstico das medidas econômicas adotadas em todos os países afetados pelo vírus. “Com uma publicação técnica, podemos discutir cientificamente as políticas econômicas. Escolher o que funcionou em outros países e o que poderia funcionar por aqui, e apresentar para a sociedade”, aponta.

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