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Governo mudará nome do Bolsa Família

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Imagem do site Recontaai.com.br

O ministro da Economia, Paulo Guedes, informou na última segunda-feira (8) a líderes partidários do Congresso que o Bolsa Família, programa formulado durante os governos petistas, deve receber um novo nome: Renda Brasil.

Segundo informações divulgadas à imprensa, os congressistas relataram que a ideia de Guedes é abarcar os que hoje recebem o auxílio emergencial de R$ 600 na reformulação do Bolsa Família. De acordo com os parlamentares, mais detalhes – como valores – não foram repassados pelo ministro.

Desde o final do ano passado, a equipe econômica se debruça sobre a reformulação do programa. A mudança de nome é vista como necessária para desvincular, entre a população, o programa do PT.

A crise é vista pelo Planalto como elemento que deve acelerar essas discussões. Na avaliação de parte dos integrantes governistas, o fim do auxílio emergencial pode aumentar a avaliação negativa do governo na opinião pública.

Há indícios preliminares em pesquisas de que algumas ações do Executivo têm garantido que a queda da avaliação do governo não tenha sido maior.

A comparação entre os levantamentos do DataFolha de dezembro de 2019 e maio de 2020 indicam que o segmento que recebe até dois salários mínimos foi o único não só em que as taxas de ruim/péssimo se mantiveram, mas também cresceu cerca de 10% os que consideram bom/ótimo, saltando de um patamar de 20% para 30%. Anteriormente, o setor representava o grupo de renda no qual Bolsonaro tinha as piores avaliações.

Em mais um aparente aceno a possíveis mudanças na condução da política econômica, Guedes afirmou que a equipe econômica deve também se envolver mais na concepção e implementação do Pró-Brasil, programa gestado por outras pastas focado em obras públicas, visando a criação de empregos.

Por conta da divulgação do Pró-Brasil, houve uma série de rusgas entre Guedes e Walter Braga Netto (Casa Civil). Segundo os congressistas que estiveram na reunião, ambos estavam em sintonia.

Auxílio

Enquanto a reformulação do Bolsa Família não se concretiza, Guedes confirmou nesta terça-feira (9) que o Auxílio Emergencial – que tem como piso o valor de R$ 600 – deve ser prorrogado por mais dois meses. A informação foi dada pelo ministro na Reunião do Conselho de Governo.

O governo já vinha sinalizando uma prorrogação com diminuição do valor. A confirmação de Guedes não veio acompanhada de detalhamento sobre a manutenção ou não dos R$ 600 como cota mínima.