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"Governo Federal está acabando com os programas sociais", alerta presidente da Fenae

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Caixa governo federal

A importância da Caixa foi tema de discussão na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, nesta segunda-feira (5), na Câmara dos Deputados.

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, destacou que, além da privatização de ativos da Caixa, o Governo Federal tenta esvaziar áreas importantes do Banco Público. Ele deu como exemplo o banco digital da Caixa, que está abocanhando vários serviços prestados pelo banco.

Takemoto disse ainda que o Governo Federal está acabando com vários programas sociais, como por exemplo o Minha Casa, Minha Vida. "O governo acabou com ele e criou um outro programa. Só que quando ele criou esse novo programa ele acabou com faixa 1, que é o financiamento habitacional para famílias com rendimento até R$ 2 mil", frisou.

Outro programa social citado por Takemoto é o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). De acordo com ele, o sonho das pessoas de estudarem e ter uma vida melhor foi enxugado. "Até 2014, eram concedidas cerca de 400 mil bolsas. Para este ano está previsto apenas 93 mil", disse.

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Privatização

Ao participar da reunião, a representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano, fez um alerta sobre a privatização das subsidiárias da Caixa. "Vivemos um processo de desmantelamento. No médio prazo, isso irá criar um problema de sustentabilidade para o banco", disse.

Rita explicou que enquanto os Estados Unidos e países da Europa estão reestatizando suas empresas, o governo brasileiro está vendendo o seu patrimônio público para empresas multinacionais. "O Brasil precisa retomar o rumo do crescimento e para isso é fundamental que tenha a Caixa e que pare esse processo de venda de ativos", frisou.

Empregados Caixa

A diretora executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Fabiana Uehara, denunciou que existe um assédio estrutural e uma desvalorização dos empregados da Caixa. "O serviço que é prestado pela Caixa só aumenta e hoje tem uma sobrecarga do que cada empregado precisa se responsabilizar", explicou.

Sobre a proteção dos empregados da Caixa contra a Covid-19, Uehara ressaltou que a vacinação não é um privilégio e sim um direito.