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Governo de Transição: "Quadro dramático", diz Mercadante sobre Educação

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Em entrevista coletiva de integrantes do Grupo de Trabalho (GT) sobre Educação no gabinete de transição, o ex-ministro Aloizio Mercadante qualificou o cenário da área como "quadro dramático".

"É herança social mais pesada. Quadro realmente muito preocupante", disse Mercadante, que também é coordenador técnico do processo de transição.

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José Henrique Paim, que integra o GT, afirmou que as questões contratuais são preocupantes, além do fator orçamentário. "Há um bloqueio da execução orçamentária já em 2022. Isso implica em uma situação de dificuldades de pagamento de bolsas, especialmente da Capes, além de residências médicas".

Até mesmo a compra de livros didáticos para o início do ano que vem pode estar comprometida, indicou ainda Paim.

Luiz Cláudio Costa aprofundou o diagnóstico sobre o ensino superior. "Não tem financeiro para pagar bolsa, para pagar terceirizado. Se fosse algo emergencial, se entenderia, mas foi um processo de longo prazo", disse.

"A realidade é que com o recurso previsto para o ano que vem não há a menor condição das universidades e institutos funcionarem", vaticinou. "É algo que com certeza tem de ser revisto além do problema já posto para esse ano".

A senadora Teresa Leitão abordou questões relativas à educação básica. "Quero destacar o congelamento das verbas para merenda e transporte escolar. Isso é muito grave. Para muitas crianças, a merenda é a refeição mais nutritiva".

"O trabalho de recomposição vai nos levar a nos debruçar também a política educacional propriamente dita, que foi esquecida pelo governo Bolsonaro", agregou Leitão.