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Governadores reagem a novo aumento de combustíveis

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Os governadores de estados reagiram em conjunto ao novo aumento dos preços de combustíveis praticado pela Petrobras. Para eles, a elevação que atingirá o bolso dos consumidores é a prova de que o ICMS - imposto estadual - não é o principal fator, ao contrário do que já sustentou o Governo Federal.

Enquanto a gasolina terá aumento de 4,85%, o diesel terá elevação de 8%.

"Está cada vez mais claro: quem faz subir o preço dos combustíveis no Brasil são os aumentos da Petrobras. Sempre sustentamos que o valor do combustível tem relação com a dolarização do petróleo e a vinculação [aos preços internacionais] feita no Brasil [pela estatal]", critica Wellington Dias (PT-PI), coordenador no Fórum Nacional dos Governadores.

Os governadores lembram que o ICMS se encontra estável e, ainda assim, os preços continuam subindo. "Congelamos por 90 dias o ICMS, de 1º novembro de 2021 até 31 de janeiro de 2022) e, mesmo assim, os aumentos continuam, o último anunciado ontem [11] pela Petrobras", complementa Dias.

Para os governos estaduais, a solução viável para a variação de preços de derivados petróleo é a retomada de um fundo de equalização, que amorteceria as variações do preço internacional. Dias, entretanto, reclama da falta de disposição da Petrobras e o Ministério da Economia para dialogar sobre a proposta.

"O Fórum Nacional de Governadores do Brasil, ainda em outubro do ano passado, através de entendimentos com presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se colocou à disposição de sentar à mesa com Petrobras e Economia para tratar de uma solução", explica.

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