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Gasolina vilã: Combustíveis puxam alta da inflação em outubro

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A inflação de outubro medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi a maior para o mês desde 2002. A alta de 1,25% divulgada hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contou com grande impacto do grupo transportes, principalmente por conta dos combustíveis.

Segundo o IBGE, os combustíveis subiram 3,21%, com a gasolina (3,10%) tendo o maior impacto individual no índice do mês. Foi a sexta alta consecutiva nos preços desse combustível, que acumula 38,29% de variação no ano e 42,72% nos últimos 12 meses.

"Inflação segue apavorando! E com essa política de preços dos combustíveis é difícil ser otimista. A taxa deve cair lentamente ao longo de 2022", aponta Sérgio Mendonça, economista e diretor do Reconta Aí.

Tanto o preço da gasolina como o da energia elétrica causaram impacto indireto no custo de outros grupos, principalmente em bens industriais.

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No comunicado, o IBGE explicou que o grupo transportes teve a maior variação e o maior impacto no índice do mês por conta da gasolina e aos reajustes sucessivos que têm sido aplicados no preço do combustível, nas refinarias, pela Petrobras. Além gasolina, houve aumento também nos preços do óleo diesel, do etanol e do gás veicular.

Para o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, a escalada da inflação tem nome, sobrenome e endereço: Preço de Paridade de Importação adotado pela direção da Petrobras.

Ao comentar o IPCA de outubro, o petroleiro criticou o PPI e os preços dos combustíveis pela alta generalizada do custo de vida.

“A alta dos combustíveis está relacionada aos reajustes sucessivos que têm sido aplicados, nas refinarias, pelo PPI da gestão da Petrobras”, afirmou Bacelar. “Por conta dos combustíveis, aumentaram itens essenciais do trabalhador brasileiro, como transportes, alimentação e habitação, este último reflexo do peso do gás de cozinha”, observou.

Outro destaque da pesquisa do IBGE foi a aceleração dos preços do transporte por aplicativo (19,85%), que já haviam subido 9,18% em setembro. Os automóveis novos (1,77%) e usados (1,13%) também seguem em alta e acumulam, em 12 meses, variações de 12,77% e 14,71%, respectivamente.

Outro peso grande no custo para as famílias foi o gás de botijão, que subiu 3,67% em outubro, com alta de 33,34% no ano e de 37,86% em 12 meses. "Foi o 17º mês consecutivo de alta. Temos alta desde junho de 2020 no gás de botijão, acumulando 44,77% de alta no período”, informou o IBGE.