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Funcionários dos Correios conseguem apoio de senadores contra a privatização

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Funcionárias e funcionários dos Correios têm se dedicado a correr o Senado Federal contra a privatização da empresa pública. A Medida Provisória 591/21 (MP 591/21) foi entregue ao presidente da República, Jair Bolsonaro, ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas/AL), em 24 de fevereiro deste ano e aprovada pela casa legislativa no dia 5 de agosto.

Entretanto, se depender dos empregados dos Correios, no Senado a votação da privatização dos Correios terá um resultado diferente. Os funcionários têm realizado reuniões com bancadas de partidos que votam com o governo para explicar a importância da estatal para o Brasil.

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"Esperamos que o Senado analise os dados da empresa com muita atenção e veja que no Brasil, mais de 3.200 municípios e 8.470 distritos com mais de 500 pessoas só tem os Correios para prestar os serviços de entrega de encomendas, pois não existem concorrentes nestas localidades", disse Souza de Oliveira afirma, economista e trabalhador dos Correios.

Funcionários se reunem com MDB para apresentar argumentos contra a privatização dos Correios.

Entre os argumentos utilizados estão a abragência do atendimento (5.558 municípios e 8.763 distritos com mais de 500 habitantes), a magnitude da quantidade de entregas (somente em 2020 foram 15,2 milhões de objetos postais por dia), o resultado fiscal ( R$ 1,1 bilhão até 1º semestre de 2021) e o fato de os Correios serem a terceira instituição com maior confiança dos brasileiro, perdendo apenas para a família e bombeiros.

Além disso, os empregados ressaltaram que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos tem uma média da qualidade operacional superior a 95% das empresas de outros países, sejam privadas ou estatais.

"A privatização dos Correios é um péssimo negócio para o País, principalmente para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e demais localidades afastadas dos grandes centros econômicos", alerta Oliveira.