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A Fuga ̶d̶a̶s̶ ̶g̶a̶l̶i̶n̶h̶a̶s̶ dos dólares

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Imagem do site Recontaai.com.br

Nunca na história desse País houve uma fuga de dólares da magnitude que se viu em 2019.

A fuga dos dólares

Segundo o Banco Central (BC), o fluxo cambial brasileiro teve um saldo negativo de US$ 44,768 bilhões em 2019. Isso aconteceu porque foram retirados do Brasil US$ 17,61 bilhões em dezembro do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (8) pela autoridade monetária.

Segundo o economista Sérgio Mendonça, isso ocorreu pela queda da taxa de juros no País, que desfavorece o investimento no mercado financeiro, sobretudo em fundos de renda fixa. Ele também citou o baixo crescimento econômico e a instabilidade política como fatores para entender o fato.

O resultado cambial é pior de todos os tempos, desde que série histórica foi criada pelo Banco Central, na década de 1980.

As consequências dessa fuga dos dólares é a desvalorização do real. Isso afeta o preço dos importados que brasileiros e brasileiras consomem, que compreendem desde produtos de alta tecnologia até o pãozinho francês, feito com farinha de trigo importada.

Sérgio Mendonça afirma ainda que o estrago no câmbio brasileiro só não foi pior por causa das reservas internacionais que o Brasil possui. “Estas reservas são compostas por ativos em moedas estrangeiras para acomodar as flutuações do câmbio”, explica o economista. No site do Banco Central, são descritas como um colchão de amortecimento.

No Brasil, as reservas internacionais cresceram substancialmente durante o período de 2008, quando estavam em U$ 187 bilhões, até 2012, quando atingiram US$ 378 bilhões. Depois desse período houve variações, porém nunca próximas aos US$ 300 bilhões nem aos US$ 400 bilhões.

A fuga dos dólares está diminuindo as reservas internacionais e acende uma luz amarela sobre a política econômica brasileira.