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Fortuna de bilionários aumentou US$ 3,78 trilhões em 2021, aponta Oxfam

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A riqueza total dos bilionários no mundo aumentou US$ 3,78 trilhões em 2021 em comparação com o ano anterior. Ano passado, eram 2.668 bilionários em todo o globo - 573 a mais que em 2020 - com uma fortuna global de US$ 12,7 trilhões.

Os dados fora levantados em um relatório da organização não-governamental Oxfam, que projeta que ao longo de 2022, a cada 33 horas uma pessoa será empurrada para a extrema pobreza. Durante a pandemia, do outro lado, um novo bilionário surgiu a cada 30 horas. A entidade utiliza estes indícios para denunciar o aumento da desigualdade.

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“O aumento das fortunas de um pequeno grupo de pessoas enquanto a maioria da população do mundo enfrenta o drama da fome, falta de acesso à saúde e à educação, falta de perspectiva de vida, é aviltante. Os valores humanos estão escorrendo pelo ralo dos privilégios e da concentração de renda, riqueza e poder”, critica Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

De acordo com a Oxfam, em 2000, a fortuna total dos bilionários equivalia a 4,4% do PIB mundial. Em 2021, essa relação chegou a 13,9% - outro indício do aumento da desigualdade em escala global.

Outros dados comparativos da Oxfam são impressionantes. Os 10 homens mais ricos do mundo têm uma fortuna equivalente aos 40% mais pobres - 3,1 bilhão de pessoas. A riqueza combinada das 20 pessoas mais ricas do mundo é superior ao PIB de qualquer país da África Subsaariana. Aqueles que estão no topo da pirâmide ganham em um ano aquilo que um trabalhador entre 50% mais pobres do mundo receberia em 112 anos.

Por conta deste cenário de desigualdade crescente, a Oxfam recomenda medidas tributárias - como imposto sobre lucros extraordinários - como alternativas para o combate à desigualdade.