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FMI defende políticas para redução da desigualdade de oportunidades

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A economista búlgara Kristalina Georgieva, ex-dirigente do Banco Mundial e atual diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), defendeu a necessidade de políticas que reduzam a disparidade de oportunidades.

Em um seminário realizado no Vaticano, organizado pela Pontifícia Academia de Ciências Sociais na quarta-feira (5), Georgieva apontou a América Latina, local de origem de diversos participantes do encontro, como região com um histórico parcialmente bem-sucedido de redução de desigualdades, mas que vem enfrentando desafios para a continuidade destas políticas nos últimos anos.

A economistaintroduziu sua apresentação traçando um cenário global de“excessiva desigualdade”: “Desde 1980, o um por cento no topocapturou duas vezes mais os frutos do crescimento do que os 50% nabase”.

Georgieva, emrelação ao contexto latino-americano, apontou avanços, detectoudificuldades atuais.

“Esta regiãoavançou um progresso significativo na redução da desigualdadeexcessiva. Ainda assim, o aumento da agitação social em algunspaíses é um lembrete poderoso de que todos os países podem fazermais”, afirmou.

Em sua visão, ospaíses da região devem “adotar uma forte cultura desolidariedade”, que possa “reconstruir a confiança e quereconheça o senso de dignidade que vem com bons empregos, serviçospúblicos confiáveis, e redes de seguridade mais fortes”.

“A melhor forma defomentar a solidariedade é reduzir a desigualdade de oportunidades.Isso significa investir nas pessoas – não apenas gastar mais comescolas e educação, mas melhorar a qualidade da educação e doacesso ao aprendizado para toda a vida”, defendeu, apontando que umdos caminhos, em um cenário de constrangimentos fiscais, é“investir de forma mais eficiente”.

A economista argumentou que pesquisas recentes do FMI têm confirmado que a redução da desigualdade de oportunidades é um elemento crucial para a redução da desigualdade de renda e que esta última está associada com processos de crescimento econômico mais fortes e sustentáveis.