Pular para o conteúdo principal

Florianópolis volta a ter a cesta básica mais cara do Brasil

Imagem
Arquivo de Imagem
cesta básica florianópolis

Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada na sexta-feira (5) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revela que a cesta básica de Florianópolis foi a mais cara do País no mês de outubro. Na capital, o custo médio dos produtos básicos somou R$ 700,69.

O Dieese analisou 17 capitais brasileiras. Em 16 delas, o custo médio da cesta básica no mês de outubro ficou mais alto do que o valor de setembro. Nos primeiros 10 meses do ano, todas as capitais acumularam alta, com taxas entre 1,78%, em Salvador, e 18,42%, em Curitiba.

Entre outubro de 2020 e outubro de 2021, o preço do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento. Os maiores percentuais foram observados em Brasília (31,65%), Campo Grande (25,62%), Curitiba (22,79%) e Vitória (21,37%).

Cesta básica x salário mínimo

Com base na cesta de Florianópolis, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.886,50. O valor corresponde a 5,35 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00.

O cálculo para se chegar a esse montante leva em em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido - após o desconto referente à Previdência Social -, o trabalhador que ganha o piso nacional comprometeu cerca de 58,35% do seu salário com alimentos básicos. Esse percentual é para alimentar somente uma pessoa adulta.

LEIA TAMBÉM:
- Petrobras: De quem é a culpa dos preços exorbitantes dos combustíveis e do gás
- Boletim Focus: Mercado financeiro projeta inflação maior e PIB de 1% em 2022
- Baixa renda: Comissão da Câmara aprova valor fixo de R$ 49 para gás de cozinha