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Florianópolis segue com a cesta básica mais cara do Brasil

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cesta básica mais cara

Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada na terça-feira (7) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revela que a cesta básica de Florianópolis foi a mais cara do País no mês de novembro. Na capital, o custo médio dos produtos básicos somou R$ 710,53.

O Dieese analisou 17 capitais brasileiras. Em nove delas, o custo médio da cesta básica no mês de novembro ficou mais alto do que o valor de outubro. Entre janeiro e novembro de 2021, todas as capitais acumularam alta, com taxas variando entre 4,44%, em Aracaju, e 18,25%, em Curitiba.

Entre novembro de 2020 e novembro de 2021, o preço do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento. Os maiores percentuais foram observados em Curitiba (16,75%), Florianópolis (15,16%), Natal (14,41%), Recife (13,34%) e Belém (13,18%).

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Cesta básica x salário mínimo

Com base na cesta de Florianópolis, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.969,17. O valor corresponde a 5,42 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00. Em outubro, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.886,50, ou 5,35 vezes o piso em vigor.

O cálculo para se chegar a esse montante leva em em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido - após o desconto referente à Previdência Social -, o trabalhador que ganha o piso nacional comprometeu cerca de 58,95% do seu salário com alimentos básicos. Esse percentual é para alimentar somente uma pessoa adulta. Em outubro, o percentual foi de 58,35%.