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Fipe: Índice de preços ao consumidor sobe 1,56% na cidade de São Paulo

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O custo de vida na cidade de São Paulo teve um aumento de 1,56% na primeira quadrissemana de abril, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Mais uma vez, o maior vilão da subida de preços foi o grupo Alimentação, cuja variação foi de 3,01%.

Além dos alimentos mais caros, o grupo dos Transportes também registrou um forte aumento de preços, 2,11%. Como pode ser visto na tabela elaborada pela Fipe, não houve diminuição de preços em nenhum dos grupos pesquisados.

Crédito: Fipe

Produtos e serviços que registraram as maiores altas

Acompanhando a tendência das quadrissemanas anteriores, as maiores altas de preço foram encontradas em frutas, verduras e legumes. Dessa vez, o tomate puxou a fila dos aumentos, com um reajuste de 37,04% no preço ao consumidor. Na parte dedicada ao fruto no site do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), especialistas citam que as lavouras de tomate têm registrado produtividades abaixo da média histórica no Sudeste, "devido a problemas fitossanitários e climáticos".

Melão e Repolho também tiveram fortes altas, 33,43% e 20,06%, respectivamente. A cenoura, que atingiu um alto preço durante o começo de 2022, segue em alta e ficou 12,75% mais cara.

Cenoura12,75
Maracujá18,71
Repolho20,06
Melão33,43
Tomate37,04

Fora do grupo dos Alimentos, os produtos e serviços que registraram fortes altas foram o gás natural veicular (11,10%), o gás de cozinha (10,77%), o táxi (9,38%) e a gasolina (6,83%).

O que ficou mais barato

Paulistanos e paulistanas que quiserem economizar devem começar a buscar receitas com chuchu. A hortaliça teve um recuo de preço de -16,13%. Pera, limão e abobrinha também são escolhas que vão pesar menos na conta da feira: a queda de preços foi de -9,37%, -8,25 e -6,94, nesta ordem.

Chuchu-16,13
Pera-9,37
Limão-8,25
Abobrinha-6,94
Pimentão-6,30

Fora dos mercados e feiras, os habitantes da cidade poderão economizar também na compra de guarda-roupas (-4,07%), pedágios (-3,21%) e microcomputadores (-2,48%).

O que é quadrissemana?

A quadrissemana abrange um período total de oito semanas. As variações de preços são obtidas dividindo-se os preços médios das quatro semanas de referência pelas quatro semanas anteriores, que são chamadas de semana base.

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