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FGV: Percepção do clima econômico tem queda entre 3º e 4º trimestres

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O Brasil teve a maior variação negativa na percepção do cenário econômico entre países latino-americanos pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-IBRE). Os dados fazem parte da Sondagem Econômica da América Latina.

O Instituto trabalha com o Indicador de Clima Econômico (ICE), que se divide entre o Indicador de Expectativas (IE) - relativo às projeções de agentes de mercado para o futuro - e o Indicador de Situação Atual (ISA).

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No 3º trimestre de 2021, o ICE geral da América Latina estava em 101,4 pontos. No seguinte, baixou para 80,6. O ISA teve variação negativa menor, de 59,1 para 58 pontos. O IE pesou para a queda geral, passando de 150,6 para 105,1.

O ICE do Brasil estava em 118,5 pontos no 3º trimestre, passando agora para 63,4 - abaixo da média dos últimos dez anos, de 77,7. O Indicador coloca o país na categoria de ambiente econômico desfavorável. A variação, de -55,1 pontos, é a mais negativa da região.

O Indicador da Situação Atual do Brasil passou de 69,2 para 54,5. A variação negativa de 14,7 neste quesito só perde para o Peru, que perdeu 15,7 pontos.

A variação do Brasil no Indicador de Expectativas foi brutal, passando de 176,9 para 72,7. A diferença negativa de 104,2 pontos não tem paralelo na região. A segunda maior variação negativa foi registrada pelo Chile (-60,7).

Entre os problemas listados no Brasil com mais de 90 pontos de importância estão: falta de confiança na política econômica; aumento da desigualdade de renda; infraestrutura inadequada; fornecimento de insumos; e matérias primas. Em adição, falta de mão de obra qualificada.

Os resultados da sondagem mostram um quadro que remete às expectativas desfavoráveis em quase todos os países. “Não confiar na política econômica do governo e a instabilidade política como principais problemas são fatores que dificultam a perspectiva de um cenário favorável para o crescimento econômico”, concluiu o levantamento.