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FGV: Monitor do PIB aponta queda de 0,3% na economia no 2º trimestre

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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve uma retração de 0,3% no segundo trimestre do ano em relação ao primeiro, de acordo com o Monitor do PIB, divulgado nesta terça-feira (17) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O PIB é a soma de toda a riqueza produzida no País, seja de bens ou serviços.

“A economia apresentou retração de 0,3% no segundo trimestre comparado ao primeiro, evidenciando que houve certo otimismo com o resultado do primeiro trimestre, mostrando que ainda há um longo caminho para a retomada mais robusta da economia”, afirmou Claudio Considera, coordenador da pesquisa, em entrevista à Agência Brasil.

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Para onde a queda do PIB nos leva?

"A queda de 0,3% do PIB no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre, nas estimativas do Monitor do PIB da FGV, pode estar confirmando os receios de que a economia brasileira esteja perdendo tração em relação ao crescimento esperado/desejado nesse ano de 2021", afirma Sérgio Mendonça, economista e diretor do Reconta Aí.

Segundo ele, a estimativa de crescimento de 5,3% do Boletim Focus do Banco Central não dá a verdadeira dimensão do crescimento em 2021. "Como o PIB caiu 4,1% em 2020, certamente subirá em 2021 com o avanço da vacinação e a reabertura das atividades, especialmente do setor de Serviços", destaca Mendonça.

O economista explica ainda que o efeito estatístico (carry-over) já garante um crescimento em torno de 3,5% para 2021. "Assim, crescer 5,3% não chega a ser 2% além do efeito estatístico".

Sérgio Mendonça também vê com preocupação os dados do Comércio e da Indústria no mês de junho, que não foram favoráveis. "A questão central é que o mercado de trabalho segue muito mal. Desemprego alto, criação de empregos - quando são criados - de baixa qualidade, massa de rendimentos muito abaixo da massa do ano anterior", aponta o economista.

Desemprego e renda baixa X aumento da inflação

Além da queda do PIB, o Brasil lida com outras questões econômicas muito graves. Dentre elas, a desocupação - que segundo o IBGE atinge hoje 14,8 milhões de cidadãos e cidadãs - está aliada a uma alta taxa de inflação.

"A taxa alta de inflação penaliza as famílias de renda mais baixa em função do crescimento dos preços dos alimentos, de energia e dos combustíveis", afirma o economista. "É difícil imaginar que a economia possa decolar com essa crise no mercado de trabalho. O consumo das famílias (maior parcela do PIB) segue comprometido em 2021", conclui o diretor do Reconta Aí.