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Fenae defende a parlamentares novas contratações na Caixa

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contratação caixa

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, pediu nesta sexta-feira (6) a contratação imediata de novos funcionários para a Caixa Econômica Federal.

A posição foi manifestada a parlamentares que integram a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, durante uma audiência pública convocada por Erika Kokay (PT-DF).

"Uma das questões fundamentais para impedir a privatização é justamente a contratação", afirmou Takemoto. Isto porque a estratégia de precarização das condições de trabalho faz parte de um processo mais amplo de atacar o Banco Público para tentar justificar a venda aos olhos da população. O resultado desta política geral pode ser visto em outras áreas.

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"Mais de 90% dos financiamentos habitacionais para população de baixa renda eram da Caixa. O governo praticamente acabou com isso. O governo vai esvaziando", relatou Takemoto.

Isabela Freitas Santana, representante dos aprovados e aprovadas no último concurso da Caixa, destacou com números como, desde 2016, o Banco vem perdendo pessoal.

“Quando o concurso foi realizado em 2014, existia a expectativa de atingir em 2015 o número de 111 mil funcionários. O número, atualmente, é de 84 mil. Trata-se de um déficit de mais de 26 mil funcionários”, relatou.

Na mesma linha, Fabiana Uehara, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal, ressaltou o que essa queda na quantidade de funcionários significa na prática.

“A direção da nossa empresa está alinhada com a postura de não valorização dos empregados. Há a precarização não só das condições de trabalho, mas também da qualidade do atendimento à população”, disse, afirmando que tal posição tem como tática passar à população a ideia de que "o que é público não funciona", facilitando a privatização da estatal.

E as formas de privatização, através da venda de subsidiárias e ativos, por exemplo, já vem ocorrendo.

"O Banco só vende ativos. Há bancos que compram. No nosso caso, estamos apenas nos desfazendo. Isso gera grandes consequências. Isso tende a retirar a autonomia do Banco para incidir na economia. Vai haver uma problema sério de sustentabilidade, de continuidade das políticas publicas, dos investimentos", denunciou Rita Serrano, representante eleita dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa.