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Fenae alerta: Interferências em estatais tendem a derrubar valor da Caixa, sob ameaça de privatização

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Fenae observa que impactos em governança e desvalorização de empresas acendem luz amarela para outras estatais, a exemplo da Caixa e de subsidiárias do Banco Público ameaçadas de privatização

As maiores estatais brasileiras — em um cenário de incertezas econômicas e interferências do governo — perderam, só este ano, quase R$ 100 bilhões em valor de mercado. O Banco do Brasil teve uma das maiores perdas: R$ 26,1 bilhões, o que representa queda de 30,8% no valor da estatal.

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Além do BB, as intervenções também impactaram na governança e no valor da Petrobras e da Eletrobras, por exemplo, acendendo a luz amarela em relação a outras estatais, como é o caso da Caixa Econômica Federal e das subsidiárias do Banco Público, ameaçadas de serem privatizadas.

Os dados sobre a desvalorização das estatais constam de levantamento divulgado semana passada pela Economática. De acordo com o estudo, a Petrobras perdeu 22,5% (ou R$ 68,6 bilhões) em valor de mercado. Em dólar, a queda é ainda mais expressiva: 34,5%.

“Chamamos a atenção principalmente para a instabilidade do mercado e à caótica questão sanitária, com o aumento exponencial de contaminações e mortes pela covid-19, o que reflete diretamente na economia do país”, observa o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

“A sociedade não pode aceitar que o governo venda a Eletrobras ou subsidiárias da Petrobras e da Caixa Econômica a preço de banana, queimando um patrimônio que é do Brasil”, afirma Takemoto.

No setor elétrico, a Eletrobras tem o pior desempenho em relação a valor de mercado: queda de 8,5%. A rival Eneva, por exemplo, viu seu valor aumentar 5,6%, segundo a Economática.

Recentemente, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, para o Mubadala, fundo de investimento dos Emirados Árabes, que vai pagar US$ 1,65 bilhão pela fábrica de derivados de petróleo.

A proposta do Mubadala ficou 35% abaixo do limite inferior de suas estimativas, apontou o BTG Pactual, a Já o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) estimou o valor de US$ 3 bilhões para o ativo — quase o dobro do que será pago pela refinaria.

Caixa

No início de março, a direção da Caixa registrou, em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a oferta pública inicial de ações da Caixa Seguridade. Esta é a terceira tentativa de abertura do capital da subsidiária.

Em setembro, o banco suspendeu a operação diante das condições adversas do mercado em razão da pandemia do coronavírus. O lançamento de ações da Caixa Seguridade se arrasta desde 2015, quando um primeiro prospecto preliminar foi enviado à CVM. Em outubro daquele mesmo ano, o processo foi suspenso.

Além da Caixa Seguridade e da área de Cartões, o governo também atua para a venda de mais segmentos estratégicas do Banco Público, como Gestão de Recursos, o ainda nem formalizado Banco Digital e até as Loterias Federais.

“Estão dilapidando o patrimônio nacional. Querem fazer isso com a Caixa, Eletrobras, Petrobras, Correios, BNDES e tantas outras empresas que contribuem para o desenvolvimento econômico e social do país”, reforça o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

Com informações da Fenae