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Febraban deve manter assinatura em manifesto após ameaças do BB e da Caixa

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A direção da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entidade que reúne as maiores instituições financeiras do País, não deve recuar da assinatura de um manifesto que tem sido articulado pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). A maioria da organização deve manter a posição mesmo após as ameaças das direções do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Os representantes dos dois Bancos Públicos, que ajudaram a fundar a Febraban, afirmaram que se retirarão da organização caso esta assine o documento.

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Itaú, Bradesco, Safra, Santander e BTG Pactual estão entre os bancos que apoiam o endosso ao manifesto, visto como uma defesa da democracia. Para Banco do Brasil e Caixa, o documento é uma crítica ao presidente Jair Bolsonaro.

Estima-se que ao menos 200 entidades empresarias assinem o manifesto, incluindo setores do agronegócio, mais próximos do presidente da República.

Partes do documento têm sido ventiladas na imprensa. Um dos trechos afirma que os futuros signatários enxergam com "preocupação a escalada de tensões e hostilidades entre as autoridades públicas". A carta pública pede a "todos serenidade, diálogo, pacificação política, estabilidade intitucional e, sobretudo, foco em ações e medidas urgentes e necessárias para que o Brasil supere a pandemia, volte a crescer, a gerar empregos".

A articulação para a redação e divulgação do manifesto ocorre em um momento em que Bolsonaro ataca os outros poderes, especialmente governadores e o Supremo Tribunal Federal (STF). O mandatário, por exemplo, tem falado que tudo "tem limite".

Recentemente, afirmou que só há três alternativas para ele: morte, prisão ou vitória. A situação política gera anseios no meio empresarial inclusive pelas convocações de bolsonaristas para protestos a serem realizados no 7 de setembro.