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Equipe econômica do governo eleva previsão da inflação de 5,9% para quase 8% este ano

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A equipe econômica do governo alterou sua previsão para a inflação ao final de 2021. Segundo o Boletim Macrofiscal do Ministério da Economia, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da pasta, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 7,9%.

Na edição prévia do Boletim, publicada em julho, a projeção era de 5,9%. Com a nova estimativa, o Ministério da Economia se aproxima das previsões dos agentes do mercado financeiro - consolidadas no último Boletim Focus, do Banco Central.

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A previsão - tanto do Ministério quanto a do Boletim Focus - está bem acima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3,75% para o ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a inflação de agosto, que foi de 0,87%, a maior para o mês desde o ano 2000. Com isso, o indicador acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses.

A previsão da pasta para o IPCA em 2022 passou de 3,5% para 3,75%. O centro da meta para o ano que vem é de 3,5% - admitindo variação de 1,5 ponto percentual, o teto, portanto, será de 5%. É a primeira vez que o governo estima uma inflação para o ano seguinte superior ao centro da meta.

A Economia ainda manteve a estimativa de alta de 5,3% do Produto Interno Produto (PIB), mesma projeção de julho. Neste sentido, o Ministério se afasta do Boletim Focus, que ajustou sua previsão para baixo.