Reconta Aí Atualiza Aí Epidemiologista reforça necessidade de ampla vacinação para chegar à imunidade coletiva

Epidemiologista reforça necessidade de ampla vacinação para chegar à imunidade coletiva

Mentiras e mitos rondam a vacina contra a Covid-19 no Brasil e comprometem uma futura imunização coletiva, eficiente para proteger a população.

O Brasil é referência mundial quando o assunto é vacinação. De acordo com dados do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME), da Universidade de Washington, em 2016 o País atingiu a marca de 99,7% da sua população imunizada. Isso fez com que uma série de indicadores negativos – como a mortalidade infantil – diminuíssem.

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Contudo, apesar desse sucesso, durante a pandemia de coronavírus uma série de pessoas começou movimentos contra a vacinação em massa. Um exemplo é a deputada federal Carla Zambelli (PSL/SP), que usa suas redes sociais para questionar a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19.

Os antivacinas

Além dela, uma série de pessoas públicas vem questionando a vacinação contra o coronavírus. E também existe quem questione as vacinas já consolidadas e aplicadas há anos em larga escala. Essas pessoas são chamadas de anti-vaxxers e anti-vax; em português, antivacina.

O movimento começou por volta de 1998, quando o médico Andrew Wakefield publicou um artigo no The Lancet – periódico científico – relacionando a vacina Tríplice ao autismo. A vacina tríplice protege contra sarampo, caxumba e rubéola, três doenças responsáveis por muitas mortes.

Contudo, esse artigo não trouxe comprovação científica. Ao contrário, foi desmentido por diversos especialistas no mundo todo. Depois disso, o médico Andrew Wakefield teve que se retratar e chegou a perder sua licença de trabalho.

Entretanto, o estrago foi feito. Mesmo com o artigo desmentido, muitos se utilizaram dele para boicotar as campanhas de vacinação ao redor do mundo – fato que prejudica a saúde coletiva e preocupa especialistas.

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Mas se a vacina é eficiente, quem toma não está protegido?

Segundo as publicações de Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), enfermeira e epidemiologista, não é essa a lógica da vacinação.

“Vacina não é remédio. Vacinação é estratégia coletiva”, aponta a epidemiologista. Isso ocorre porque com uma baixa cobertura vacinal, os vírus podem sofrer mutações. Dessa forma, a vacina e a imunização de quem se vacinou podem ficar defasadas. Ou seja, o vírus pode se modificar tanto que a vacina deixa de funcionar.

E, segundo ela, “todo o esforço será perdido”. Assim, a epidemiologista reafirma a necessidade de uma ampla vacinação para chegar à imunidade coletiva.

O combate às mentiras sobre a vacina

Para desmistificar as mentiras contadas sobre a vacina contra a Covid-19, veículos de comunicação e cientistas têm se posicionado nas redes sociais. Os institutos de pesquisas das universidades também entraram nessa luta.

Entre eles, o Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo Ribeirão Preto da USP,  Centro de Terapia Celular (CTC), Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID)Ilha do Conhecimento, Vidya Academics,  Gaming Club da FEA-RP,  Instituto Questão de Ciência e  Pretty Much Science, que criaram a #UniãoPróVacina.

A também chamada UPVacina tem como objetivo combater a desinformação sobre o tema. Para tanto, une os acadêmicos a orgãos governamentais e da sociedade civil, fomentando a criando de materiais informativos a games sobre o tema.

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